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Dólar sobe e encosta em R$ 2,66 apesar de leilões do Banco Central

Moeda americana avançou pelo terceiro dia consecutivo

Fabrício de Castro, O Estado de S. Paulo

12 Dezembro 2014 | 17h19

O dólar escalou hoje mais um degrau no Brasil, apesar de o Banco Central ter feito quatro leilões de moeda ao longo do dia. A derrocada nos preços do petróleo, que espalhou a aversão ao risco no exterior, pesou sobre as divisas de países exportadores da commodity, como o Brasil, e favoreceu a busca pela moeda americana. Na reta final, o dólar desacelerou um pouco os ganhos ante o real, mas ainda assim terminou em alta de 0,30% no balcão, aos R$ 2,6590, no maior patamar desde 1º de abril de 2005. Foi o terceiro dia consecutivo de ganhos para a moeda americana, sendo que em dezembro ela subiu até agora em sete de dez sessões.


Pela manhã, o dólar até chegou a recuar ante o real, marcando a mínima de R$ 2,6480 (-0,11%) às 9h36 no balcão. Mas o avanço da moeda americana ante as divisas de exportadores de petróleo era generalizado no exterior, em função do recuo dos preços da commodity. Isso afetou também o Brasil, em meio à leitura de que o petróleo baixo prejudica as exportações da Petrobras e do País como um todo. 

Mais cedo, o Banco Central realizou dois leilões de swap cambial (equivalentes à venda de moeda no mercado futuro). No primeiro, vendeu 4 mil contratos (US$ 197,9 milhões) e, no segundo, outros 10 mil contratos (US$ 490,3 milhões) - neste caso para rolagem dos vencimentos de janeiro. Mas o viés de alta para o dólar vindo do exterior era muito forte, ainda mais após a divulgação de alguns números positivos nos EUA. O índice de sentimento do consumidor medidos pela Reuters/Universidade de Michigan subiu a 93,8 em dezembro, na leitura preliminar, ante a previsão de 90,0 e os 89,4 de novembro. Como de costume, dados positivos sobre a economia americana reforçam apostas de que o Federal Reserve (Fed) pode antecipar a alta de juros - o que, na prática, pode roubar dólares de países como o Brasil.

À tarde, o dólar marcou novas máximas ante o real, justamente no momento em que o petróleo WTI de Nova York e o Brent de Londres aceleravam as perdas. O movimento de renovação de máximas coincidiu com o período de realização de dois leilões de linha pelo Banco Central (venda de dólares com compromisso de recompra). Não se sabe exatamente quanto foi absorvido pelo mercado, sendo que o resultado das operações do BC será divulgado justamente com os números do fluxo cambial. Mas ficou claro que os leilões não conseguiram segurar o dólar naquele momento, quando o petróleo desabava. 

Na máxima da sessão, o dólar marcou R$ 2,6770 (+0,98%) no balcão. Da mínima vista mais cedo para esta máxima, a oscilação foi de +1,10%. 

Posteriormente, o petróleo se recuperou um pouco e, no Brasil, o dólar desacelerou os ganhos. Profissionais ouvidos pelo Broadcast viram certo exagero quando as cotações bateram as máximas e, em função disso, apareceram vendas. No fim, a moeda à vista marcou R$ 2,6590 (+0,30%).

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