Andrew Cowie/AFP
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Ações do Bradesco fecham em queda após compra do HSBC

Banco foi um dos destaques de baixa da Bovespa, que encerrou o dia com recuo de 1,43%; Petrobrás teve forte queda

Claudia Violante, O Estado de S. Paulo

03 de agosto de 2015 | 10h02

Texto atualizado às 18h10

As ações do Bradesco fecharam em queda nesta segunda-feira, 3, após o anúncio da compra da subsidiária brasileira do HSBC pelo banco, que encostou no Itaú em valor de ativos. Os papéis ordinários do banco (que dão direito a voto em assembleia) caíram 0,94%, enquanto as ações preferenciais (sem direito a voto) recuaram 3,12%. A queda das ações do banco pesou sobre a Bovespa, que terminou o dia em baixa de 1,43%, aos 50.138,04 pontos. 

O mercado reagiu mal ao negócio de US$ 5,2 bilhões (R$ 17,6 bilhões). Isso porque, na avaliação de operadores, o valor ficou acima do esperado pelo mercado (cerca de US$ 4 bilhões).

Questionado sobre se o Bradesco teria pago um valor elevado por um banco que no ano passado teve prejuízo e rentabilidade negativa, Luiz Carlos Trabucco Cappi, presidente da instituição, disse que os resultados do passado não podem ser usados como referência para o futuro.

"Foi uma fotografia do balanço em determinado momento, com uma estrutura de custos bastante diferente. A integração poderá ter pela complementaridade ganhos de escala, algo importante, e pelo aumento de receitas, produtos e serviços, que consomem menos capital. O portfólio se expande. O valor pago foi confortável e conveniente", disse Trabuco.

Petróleo. Além do Bradesco, a Bolsa paulista foi afetada pela Petrobrás. As ações da estatal seguiram suas pares internacionais em dia de forte recuo do preço do petróleo. O papel ON cedeu -5,18%, a segunda maior queda do Ibovespa, e a PN recuou 4,57%.

Dados fracos da China prejudicaram o desempenho das commodities, entre elas o petróleo, afetando o preço das ações das empresas do setor. Do lado político, pressionou o fim do recesso parlamentar, com a expectativa de votação de temas delicados ao governo, somado à nova etapa da operação Lava Jato, chamada de Pixuleco.

Em Nova York, o contrato do petróleo para setembro perdeu 4,14% de seu valor, a US$ 45,17, pressionado pelos temores com o crescimento global e excesso de oferta. Os dados da China ofuscaram o aumento do preço do minério de ferro, de 4,5% em relação à última sexta-feira, para US$ 55,3 a tonelada seca, e levaram as ações da Vale para baixo. Vale ON terminou com desvalorização de 1,57% na ON e de 1,84% na PNA.

Nos EUA, o Dow Jones terminou o dia em baixa de 0,52%, S&P recuou 0,28%, e o Nasdaq perdeu 0,37%.

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