PAULO VITOR/ESTADÃO
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Dólar sobe pelo 4º dia e fecha cotado a R$ 3,60

Moeda norte-americana chegou a bater os R$ 3,65, mas depois devolveu parte da valorização

O Estado de S. Paulo

26 de agosto de 2015 | 10h38

Texto atualizado às 16h50

O dólar subiu pela quarta sessão consecutiva nesta quarta-feira, 26, e fechou a R$ 3,6030, maior preço desde 25 de fevereiro de 2003. A moeda americana chegou a bater a cotação de R$ 3,65, mas depois devolveu parte da valorização. Nestes quatro dias em elevação, acumulou variação positiva de 4,37%. No mês, tem alta de 5,44% e, no ano, de 35,71%. Nas casas de câmbio, o dólar já é vendido a R$ 4.

Pela manhã, a moeda abriu pressionada por conta do clima político. A notícia de que o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Gilmar Mendes enviou ao Ministério Público Estadual de São Paulo relatório que detectou irregularidades em empresa contratada pela campanha de 2014 da presidente Dilma Rousseff e a expectativa em torno do que o TCU decidiria hoje sobre o prazo de resposta do governo federal influenciavam as cotações. Na dúvida, os investidores compraram dólares. 

Durante a tarde, no entanto, os investidores acharam que tinham exagerado um pouco a mão e começaram a devolver parte dos dólares adquiridos, realizando lucros (vendendo moeda), movimento que se amplificou quando o TCU decidiu conceder mais 15 dias para que o governo se explique sobre possíveis irregularidades nas contas de 2014, as chamadas pedaladas fiscais. O prazo, novamente renovado, agora se estende até 11 de setembro. 

Também favoreceu o movimento de diminuição da alta do dólar as declarações do presidente do Federal Reserve de Nova York, William Dudley, de que diminuíram as chances de o aperto monetário começar em setembro. Em suas palavras: o ajuste ficou menos convincente no próximo mês. A China tem levantado dúvidas sobre quando o BC norte-americano vai de fato apertar sua política monetária.


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