Paulo Vitor/Estadão
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Dólar sobe e fecha cotado a R$ 3,49 após atuação do BC e mudança no IOF

Governo aumentou a alíquota do imposto de 0,38% para 1,10% sobre a compra da divisa em espécie; Bolsa caiu 0,65%

Fabrício de Castro e Paula Dias, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2016 | 11h03
Atualizado 02 de maio de 2016 | 18h31

Depois de ter recuado 3,63% na semana passada, o dólar voltou a sofrer pressão de compra e fechou em alta de 1,68% nesta segunda-feira, cotado a R$ 3,4952. O avanço foi atribuído principalmente ao leilão de contratos de swap cambial reverso promovido pelo Banco Central pela manhã, cujo efeito equivale à compra de dólares no mercado futuro. Profissionais também citaram algumas especulações em torno do cenário político, em especial sobre a possibilidade de um governo comandado por Michel Temer tentar evitar uma desvalorização maior da moeda americana. Já o Índice Bovespa terminou em baixa de 0,65%, aos 53.561,53 pontos. Os negócios com ações foram influenciados principalmente pelo desempenho negativo do setor financeiro.

Pela manhã, os mercados foram surpreendidos pela notícia da alteração do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 0,38% para 1,10% na compra de moeda estrangeira em espécie. As dúvidas quanto ao alcance do decreto publicado no Diário Oficial da União teriam ajudado a pressionar as cotações pela manhã, embora pontualmente. Com a medida, assinada pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, a expectativa seria de arrecadar R$ 2,377 bilhões por ano. 

Conforme anunciado na sexta-feira, o Banco Central ofertou hoje 40 mil contratos de swap cambial reverso, em três vencimentos. A instituição vendeu o lote integral, apenas para o vencimento de 1º de agosto, totalizando US$ 2 bilhões. A moeda reagiu com alta e chegou à máxima de R$ 3,5085 (+2,07%).

Bolsa. Na Bovespa, o período da tarde foi de poucas oscilações, embora o mercado tenha registrado volatilidade nas primeiras horas de negociação. Com forte participação na carteira do Ibovespa, as ações de grandes bancos recuaram durante todo o dia, influenciadas principalmente pela notícia do pedido de recuperação judicial da Sete Brasil, que fez surgir o temor da necessidade de um aumento de provisões.

O setor bancário já vinha sofrendo desde a semana passada, quando o resultado trimestral do Bradesco mostrou aumento de provisões por conta de créditos com risco de dafault. As quedas foram lideradas por Itaú Unibanco PN, que recuou 2,77%, seguida por Banco do Brasil ON (-2,53%) e Bradesco PN (-1,97%).

Com o feriado na China, não houve negociação com o minério de ferro. Ainda assim, as ações da Vale oscilaram intensamente, ao sabor da volatilidade dos índices de metais e das ações de outras empresas mineradoras pelo mundo. Ao final dos negócios, Vale ON subiu 0,91%, enquanto Vale PNA recuou 0,70%. Com os contratos futuros de petróleo em forte queda, as ações da Petrobras operaram sem tendência definida durante todo o dia. No fechamento, as preferenciais terminaram em baixa de 0,59%, enquanto as ordinárias ficaram estáveis.

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