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Dólar sobe mais de 1% e fecha a R$ 3,23 com exterior e ação do BC

Mercado também repercutiu incertezas quanto à política monetária dos EUA e as condições econômicas na Europa; Bolsa fechou em queda em dia de ajuste

Paula Dias, Ana Luísa Westphalen, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2016 | 17h57

O dólar fechou em alta pelo sexto dia seguido nesta quinta-feira, 18, e avançou 1,02%, terminando a sessão cotado a R$ 3,2381. O noticiário internacional foi mais extenso que o doméstico, com investidores repercutindo incertezas quanto à política monetária dos Estados Unidos e as condições econômicas na Europa. Ainda assim, o mercado brasileiro mostrou que o quadro fiscal persiste como importante preocupação, justificando uma postura mais cautelosa. Nesse contexto, a presença do Banco Central como comprador de moeda, agora com maior força, contribuiu para sustentar as cotações nos mercados à vista e futuro.

Já a Bovespa fechou em queda de 0,27%, aos 59.166,01 pontos, em um movimento de ajuste depois de marcar nova pontuação recorde na véspera e passar praticamente toda a sessão em território negativo. Mais cedo, chegou a perder o patamar dos 59 mil pontos, com mínima aos 58.829 pontos (-0,83%). Já na máxima, chegou a subir 0,16%, aos 59.418 pontos, pontuação máxima do ano. O giro financeiro somou R$ 6,42 bilhões. Em agosto, a Bolsa acumula alta de 3,24% e, no ano, tem ganho de 36,49%.

Em seis dias ininterruptos de alta, o dólar já ganhou 3,47% ante o real. A sequência coincide com a elevação da oferta diária de contratos de swap cambial reverso do Banco Central, iniciada no último dia 10, e declarações do presidente interino, Michel Temer, admitindo desconforto com a apreciação do câmbio. Também pelo sexto dia consecutivo, o BC vendeu 15 mil contratos de swap cambial reverso, no valor de US$ 750 milhões. A operação equivale à compra de dólares no mercado futuro.

No noticiário doméstico, o principal destaque foi a suspensão da votação da proposta de Emenda à Constituição que recria a Desvinculação de Receitas da União (DRU), na quinta à noite. A suspensão foi uma manobra do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) para evitar que o presidente em exercício, Michel Temer, sofresse sua primeira derrota no Senado em pouco mais de três meses de gestão interina. A greve dos servidores do Tesouro Nacional também indicou dificuldades para o governo. Em carta entregue nesta quinta à secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, coordenadores-gerais e coordenadores do Tesouro pediram que o governo atenda ao pleito dos servidores grevistas, que querem equiparação com ganhos dos auditores fiscais da Receita.

Mercado de ações. O fôlego reduzido nos negócios também foi visto nos mercados acionários em Nova York, que mais cedo passavam por uma realização de lucros mas fecharam com ganhos moderados em virtude da valorização do petróleo. Os preços da commodity subiram pela sexta sessão seguida e, por aqui, limitaram o movimento de ajuste dos ganhos recentes.

No Ibovespa, as ações da Petrobrás subiram 1,81% (ON) e 0,94% (PN). Além do fator técnico, pesa negativamente a cautela em relação à política monetária do Federal Reserve, depois de o presidente da distrital de Nova York, William Dudley, mostrar confiança na recuperação da economia dos Estados Unidos e deixar os investidores alertas quanto à retomada do aperto monetário no país. 

O petróleo marcou sua sexta alta consecutiva, beneficiado pelo dólar mais fraco e pelas expectativas sobre uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) que pode discutir um congelamento da produção em setembro.

As ações da Vale recuaram 1,05% (ON) e 0,99% (PNA), penalizadas pelo recuo de 0,5% do minério de ferro no mercado chinês, para US$ 60,8 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. 

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