Dólar sobe mais de 2% com temor de inflação nos EUA

O ambiente de desconfiança e nervosismo contaminou as mesas de operações de câmbio do mercado doméstico. A alta do dólar, que por volta das 11h estava em 2,29% (R$ 2,193) no mercado interbancário e 2,47% (R$ 2,196) no pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), já chegou a superar os 3% esta manhã. Os especialistas avaliam que o movimento está concentrado entre os investidores estrangeiros, com maior numero de transações no mercado futuro. Ou seja, reflete uma realocação de recursos. A compra de dólares que está pressionando as cotações para cima está atrelada às análises de que há uma piora no cenário internacional, com maior risco de inflação nos EUA e Europa. Mas os operadores e analistas estão surpresos com a intensidade do movimento de alta do dólar esta manhã e procuram melhores explicações para ele. Alguns arriscam justificar, dizendo que a alta forte e brusca era esperada em algum momento, em resposta à queda acentuada e duradoura que a moeda norte-americana exibiu durante meses.

Agencia Estado,

15 de maio de 2006 | 11h09

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