Dólar sobe para R$ 2,25 e atinge maior patamar em um mês

Em meio ao noticiário geopolítico, investidores procuraram proteção na moeda norte-americana, que acabou a sessão em alta de 1,26%

Denise Abarca, O Estado de S. Paulo

17 de julho de 2014 | 18h05

O dólar doméstico passou a sessão em alta, fechando no maior patamar em um mês. A divisa subiu ante várias moedas, incluindo o real, diante da aversão ao risco que se instalou no exterior. Os investidores buscaram proteção na moeda norte-americana e também nos Treasuries por causa de fatores geopolíticos, envolvendo a imposição das sanções impostas à Rússia pelos Estados Unidos e pela União Europeia e a queda de um avião da Malaysia Airlines na Ucrânia, nesta quinta-feira. Há suspeitas de que a aeronave tenha sido abatida por grupos separatistas pró-Rússia. Para piorar, no final da tarde, chegou a informação de que Israel iniciou uma invasão por terra à Faixa de Gaza.

No balcão, o dólar terminou com alta de 1,26%, a R$ 2,25, maior patamar desde 17 de junho (R$ 2,2560). Em termos porcentuais, é o maior avanço desde 2 de junho, quando registrou aumento de 1,47%. A máxima foi renovada quase no final da sessão, com a informação da invasão de Israel, quando o dólar atingiu R$ 2,254 (+1,44%). O dólar para agosto subia, às 16h45, 1,57%, a R$ 2,2680.

Ainda sob o impacto da informação de que o fluxo cambial ficou negativo na semana passada, o câmbio doméstico reagiu também ao comunicado do Copom. Como amplamente esperado, a Selic foi mantida em 11,00%, mas surpreendeu foi o fato de os diretores, assim como no comunicado de maio, afirmarem que decidiram pela manutenção da taxa "neste momento". Isso, na leitura dos investidores, deixou a porta aberta para um eventual corte da Selic, até mesmo em setembro. A leitura é de que uma eventual redução da taxa básica torna menos interessantes as operações de arbitragens entre os juros aqui e no exterior, o que reduziria a entrada de dólares no País.

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