Dólar sobe para R$ 2,87 e renova máxima em mais de 10 anos

Após oscilar, moeda americana se manteve no campo positivo e subiu 0,31%, para R$ 2,878; indicadores dos EUA elevaram as apostas de uma alta de juros ainda neste ano no país

Agência Estado

26 Fevereiro 2015 | 10h36

Atualizado às 17h17

O dólar fechou em alta, nesta quinta-feira, alinhado com o avanço registrado ante outras moedas no exterior, após indicadores econômicos dos EUA elevarem as apostas de uma alta de juros ainda neste ano no país. Ao termino dos negócios no balcão, o dólar fechou cotado a R$ 2,8780 (+0,31%) - é o maior cotação desde 25 de outubro de 2004. Já a Bovespa, por sua vez, terminou em baixa de 0,10%, aos 51,760 pontos.

Após uma abertura em queda, resultante de um ajuste após a alta registrada pela moeda ontem e alinhado ao recuo ante outras divisas no exterior, o dólar passou oscilar entre perdas e ganhos. A volatilidade da moeda dos EUA foi provocada pela disputa antes da formação da Ptax do mês nesta sexta-feira.

No meio da manhã, o dólar se firmou em alta, acompanhando a virada da moeda para terreno positivo no exterior com a divulgada de indicadores econômicos dos EUA. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) norte-americano caiu 0,7% em janeiro ante dezembro, mais do que a queda prevista de 0,6%. No entanto, o núcleo do CPI, que exclui os preços de energia e alimentos, subiu 0,2%, superando a expectativa de ganho de 0,1%. O resultado sustenta a visão da presidente do Fed, Janet Yellen, de que a inflação norte-americana tem sido pressionada pelo efeito transitório do declínio do petróleo e, eventualmente, voltará a convergir para a meta anual, de 2,0%. Além disso, as encomendas de bens duráveis dos EUA subiram 2,8%, também em janeiro ante o mês anterior, bem mais que a previsão de alta de 0,6%.

No âmbito doméstico, a agenda de indicadores foi movimentada. Entre os destaques estavam o resultado primário do governo central, os dados do empregos e da inflação.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego ficou em 5,3% em janeiro de 2015, ante taxa de 4,3% em dezembro. O resultado ficou acima da mediana das estimativas de 5,00%. O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) desacelerou de 0,76% em janeiro para 0,27% em fevereiro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado ficou dentro das estimativas colhidas pelo AE Projeções, entre 0,18% e 0,40%, e ligeiramente abaixo da mediana, de 0,28%. À tarde foi anunciado o resultado fiscal do governo. Segundo o Tesouro Nacional, Governo Central registrou um superávit primário de R$ 10,405 bilhões em janeiro, com um queda de 20,2% em relação ao mesmo mês do ano passado - marcando o pior resultado para o mês desde 2009.

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