Dólar sobe por dados do relatório de emprego nos EUA

O dólar avançou nesta sexta-feira, 05, ante seus principais rivais, impulsionado pelas expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) reduza em breve suas ações de estímulo, depois de dados positivos sobre o mercado de trabalho. Enquanto isso, o euro e a libra esterlina seguem pressionados pelos anúncios feitos na véspera pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Banco da Inglaterra (BoE).

Agencia Estado

05 de julho de 2013 | 19h25

No fim da tarde em Nova York, o euro caía para US$ 1,2828, de US$ 1,2883 no fim da tarde de quinta. O dólar avançava para 101,18 ienes, de 99,90 ienes. A libra esterlina tinha queda para US$ 1,4894, de US$ 1,5078. O dólar avançava para 0,9641 franco suíço, de 0,9566 franco suíço. O índice ICE Dollar, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de principais rivais, fechou a 84,449 pontos, o maior nível desde julho de 2010.

O dólar também atingiu máximas históricas ante algumas moedas de importantes emergentes, como a Turquia e a Índia. O dólar tocou o nível de 1,9703 lira turca e 59,98 rupias.

A economia dos EUA criou 195 mil empregos em junho, segundo o Departamento do Trabalho, superando a previsão de economistas consultados pela Dow Jones, que esperavam 160 mil novos postos. Além disso, o número de criação de vagas em maio foi revisado para cima, a 195 mil, de 175 mil na leitura original. Enquanto isso, a taxa de desemprego ficou estável em 7,6%, quando a previsão era de queda para 7,5%.

"Após os dados de hoje, mudanças na política de relaxamento quantitativo do Fed parecem muito prováveis de começar nos próximos meses, talvez em setembro", afirmou o economista-chefe do instituto Markit, Chris Williamson. Ele destacou que ficou surpreso com alguns números divulgados esta manhã, mas que nem tudo veio positivo. "A taxa de desemprego ainda teima em não cair."

Menos dinheiro sendo injetado pelo Fed na economia significa uma oferta menor de dólares, o que tende a provocar uma valorização da moeda. Enquanto isso, a libra e o euro seguem pressionados. Na véspera, o BoE surpreendeu. Além de manter a taxa básica de juros em 0,5% e seu programa de compras de ativos em 375 bilhões de libras, o BoE disse em documento que novos sinais de recuperação no Reino Unido estão a caminho, mas alertou que as altas taxas de juros do mercado podem pesar na recuperação. Já o presidente do BCE, Mario Draghi, sugeriu que as taxas de juros permanecerão no nível atual ou menor por um "período prolongado". Fonte: Dow Jones Newswires.

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