Dólar supera marca dos 100 ienes pela 1.ª vez em 4 anos

O iene despencou nesta quinta-feira em relação ao dólar, com a moeda norte-americana superando a marca de 100 ienes pela primeira vez em quatro anos, após dados positivos sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. O dólar flertava com a barreira dos 100 ienes desde 4 de abril, quando o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) anunciou um agressivo programa de relaxamento monetário para tentar estimular a economia.

AE, Agencia Estado

09 de maio de 2013 | 19h05

No fim da tarde, em Nova York, o dólar estava cotado a 100,61 ienes, de 99,02 ienes no fim da tarde desta quarta-feira, 9, atingindo o maior nível desde abril de 2009. Em relação à moeda suíça, o dólar era negociado a 0,9483 franco suíço, de 0,9354 franco suíço na tarde desta quarta-feira, 9. O euro caía a US$ 1,3041, de US$ 1,3150 na quarta-feira. Ante à moeda japonesa, o euro subia a 131,09 ienes, de 130,24 ienes. A libra esterlina recuava para US$ 1,5449, de US$ 1,5535. O índice Wall Street Journal Dollar Index, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de rivais, avançava para 74,191 pontos, de 73,457 pontos.

Traders dizem que dados positivos sobre o mercado de trabalho dos EUA divulgados hoje deram um impulso para o dólar. O Departamento de Trabalho informou que o número de trabalhadores que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 4 mil, para 323 mil, na semana até 4 de maio, após ajustes sazonais. O total de pedidos é o mais baixo em cinco anos. Já os estoques no atacado subiram 0,4% em março ante fevereiro, para o valor sazonalmente ajustado de US$ 480,58 bilhões, segundo informou o Departamento do Comércio. O resultado veio exatamente em linha com a previsão de analistas consultados pela Dow Jones.

Após superar a barreira de 100 ienes, o dólar ganhou força, tocando 100,79 ienes na máxima da sessão. O movimento causou uma onda de compras da moeda norte-americana, que a levou a tocar o maior nível desde julho de 2012 ante o dólar australiano. "Nós estávamos nos preparando para esse nível há muito tempo. Parece que o dólar ainda tem algum fôlego", afirma o diretor de Vendas de Moedas do Mizuho Bank, Fabian Eliasson.

A alta do dólar levou muitas corretoras a elevar as projeções para a moeda norte-americana e a visão é que o dólar pode superar 110 ienes até o fim do ano. "Qual é a próxima parada? Eu ouvi alguém dizer 120 ienes, e isso parece possível para mim nos próximos meses", afirma o diretor da Mesa de Negociação de Câmbio da Newedge, George Dowd.

Enquanto isso, o euro foi pressionado por um comentário do presidente do banco central da Alemanha e membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE), Jens Weidmann. Questionado se a autoridade monetária da zona do euro ainda tem ferramentas para estimular a economia, Weidmann disse que o BCE "ainda é capaz de agir". "Mas não há dúvida de que precisamos atentar para os riscos de taxas de juros reais negativas", disse.

Já o presidente do Federal Reserve (Fed) de Filadélfia, Charles Plosser, afirmou que gostaria de reduzir o tamanho do programa de US$ 85 bilhões por mês em compras de bônus já na próxima reunião e que os EUA não estão mais em crise financeira. Em resposta às perguntas de um auditório, Plosser, que não vota no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), reiterou a oposição às políticas atuais do Fed, dizendo que os benefícios são "magros" e que elas são "arriscadas" para o futuro. As informações são da Dow Jones.

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