Dólar suspende queda após seis pregões consecutivos

O dólar comercial fechou na máxima nesta sexta-feira, cotado a R$ 2,126, com alta de 0,76%. As tensões do cenário político, cujo centro são as denúncias envolvendo o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, abriram espaço para o mercado de câmbio realizar os lucros obtidos com a queda de 3,48% acumulada pelo dólar nos seis últimos pregões. A avaliação é de que os investidores não abandonaram a idéia de que a tendência de queda do dólar permanece, reforçada de ontem para cá por dois eventos: um doméstico e outro internacional. No exterior, os dados da economia norte-americana. Ontem, o índice de preços ao consumidor (CPI) e auxílio-desemprego mostraram inflação e mercado de trabalho sob controle. Hoje, indicadores de produção reforçaram a avaliação de que há expansão na maior economia do mundo, sem riscos de aumento no custo de vida. Os indicadores, derrubaram ontem as taxas de juros dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries). Depois de terem atingido 4,80%, recentemente, os juros do papel de 10 anos (T-Note) voltaram a níveis ao redor de 4,65%. O segundo fator que realimentou a idéia de continuidade na tendência de recuo na taxa do dólar perante o real, de ontem para cá, foi a emissão soberana do Brasil. A operação, com títulos de vencimento em 2037, obteve a menor taxa de juros dentre as captações recentes. Além disso, a demanda teria sido três vezes superior à oferta.

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