Dólar tem leve alta antes do anúncio de nova equipe econômica

O trio que comandará a economia no novo mandato de Dilma seria oficialmente apresentado às 15 horas, mas o horário pode ser alterado

Olívia Bulla, O Estado de S. Paulo

27 Novembro 2014 | 10h09

O dólar iniciou de modo comedido o pregão desta quinta-feira, dia de feriado pelo Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, o que enxuga a liquidez dos negócios. As atenções dos mercados domésticos estão concentradas na oficialização dos nomes de Joaquim Levy e Nelson Barbosa nos ministérios da Fazenda e do Planejamento, respectivamente, além da manutenção de Alexandre Tombini na presidência do Banco Central. À espera do anúncio, as cotações da moeda norte-americana ante o real oscila de forma marginal, com ligeiros ajustes para cima, depois de recuar em seis das últimas sete sessões.

Por volta das 10h10, o dólar comercial valia R$ 2,509 (+0,16%). Na máxima, atingiu R$ 2,516.

O trio que comandará a economia no novo mandato de Dilma seria oficialmente apresentado às 15 horas. Mas o horário pode ser alterado, uma vez que o evento ainda não consta na agenda da presidente Dilma Rousseff, que deve fazer o anúncio. Formado por Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento) e Alexandre Tombini (Banco Central), os três desenharão o modelo que o governo adotará para retomar o controle fiscal e resgatar a credibilidade junto aos agentes econômicos, convivendo em regime de "transição" com os atuais ministros. 

Porém, a nova equipe só deve tomar posse e detalhar medidas rigorosas mais à frente, à espera da votação no Congresso, na semana que vem, do projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014 e elimina o limite de abatimentos da meta de superávit.

No exterior, a quinta-feira de feriado nos EUA reduz a liquidez dos mercados internacionais, além de problemas técnicos no sistema Euronext, que mantêm algumas bolsas europeias fechadas, como as de Paris e Lisboa. Ainda assim, a manutenção do tom suave ("dovish") nas declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, dá força à Bolsa de Frankfurt, que opera normalmente, bem como enfraquece o euro.  

As atenções dos investidores globais também se voltam para Viena, onde a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) se reúne para decidir sobre os níveis de produção da commodity. Os preços dos contratos negociados em Londres e em Nova York seguem negociados nos níveis mais baixos em quatro anos, em meio à falta de otimismo de cortes nas metas de produção.

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