Dólar tem leve queda com impasse nos EUA

O dólar recuou levemente ante seus principais rivais nesta segunda-feira, 14, mesmo com progressos nas negociações no Congresso dos Estados Unidos para encerrar o impasse fiscal. Apesar de as Bolsas de Nova York e as commodities terem avançado com os sinais positivos em Washington, investidores continuam cautelosos em apostar na moeda norte-americana, já que a queda de braço dos parlamentares pode obrigar o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) a manter suas compras mensais de bônus por mais tempo.

Agencia Estado

14 de outubro de 2013 | 18h37

No fim da tarde em Nova York, o euro subia para US$ 1,3560, de US$ 1,3551 no fim da tarde de sexta-feira. O dólar recuava para 98,59 ienes, de 98,60 na sexta-feira; a moeda comum europeia tinha alta para 133,79 ienes, de 133,49 ienes. O dólar tinha retração para 0,9105 franco suíço, de 0,9123 franco suíço. A libra esterlina estava cotada a US$ 1,5991, de US$ 1,5955. O índice Wall Street Journal Dollar Index, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de rivais, recuava para 72,732 pontos, de 72,799 pontos na sexta-feira.

As negociações entre deputados republicanos e o presidente dos EUA, Barack Obama, nos dois últimos dias não deram resultado, já que Obama se recusou a atrelar a extensão do teto da dívida a um acordo sobre o Orçamento do país. Neste começo de tarde, no entanto, foi anunciado que Obama iria se reunir com os quatro líderes do Congresso. Inicialmente o encontro estava marcado para 16h (horário de Brasília), mas foi adiado para "conceder aos líderes do Senado mais tempo para continuar a fazer importante progresso na busca por uma solução que eleve o teto da dívida e reabra o governo".

No momento, a hipótese mais provável é que o Congresso aprove um plano costurado pelo líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid, e o líder da bancada republicana na Casa, Mitch McConnell. O acordo elevaria o teto da dívida até 15 de fevereiro e reabriria o governo até 15 de janeiro, segundo assessores do Congresso. O pacote também exigiria a criação de um grupo bipartidário para negociações orçamentárias na Câmara e no Senado até 15 de dezembro.

"Nós podemos ter um acordo a qualquer momento, ou entrar em um default a partir de 17 de outubro", disse Kit Juckes, estrategista do Société Générale. "A história do teto da dívida nos EUA e, mais importante, a consequência imediata para a política monetária, que é um provável adiamento na decisão do Federal Reserve de reduzir seus estímulos, vai dar suporte para o euro no curto prazo", acrescentou Frederik Ducrozet, economista sênior do Credit Agricole Corporate and Investment Bank. Fonte: Dow Jones Newswires.

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