Dólar tem menor preço desde 5 de março e fecha a R$ 3,04

Dados fracos nos EUA influenciam movimento do dia; moeda acumula perdas de 5% no mês e valorização de 14,5% no ano

Claudia Violante , Agência Estado

15 Abril 2015 | 11h30

SÃO PAULO - Se tinha pretensão de garantir uma sessão de ganhos, o dólar não conseguiu levar adiante. Após dados mais fracos da China, a moeda até abriu em alta, mas titubeou com números dos Estados Unidos e se firmou em queda após o Livro Bege. Terminou, assim, sua segunda sessão consecutiva de baixa, a R$ 3,04, no menor preço desde 5 de março (R$ 3,009). 

O dólar terminou a sessão em queda de 0,72%, a R$ 3,04. Na mínima, marcou R$ 3,034 e, na máxima, R$ 3,094. No mês, acumula perda de 5% e, no ano, tem alta de 14,50%.

Pela manhã, o câmbio abriu pressionado pelos dados mais fracos da economia chinesa, o que deu força à moeda no exterior ante as emergentes. Entre eles, o PIB, as vendas no varejo e a produção industrial. Mas foram os dados da produção industrial dos Estados Unidos que contribuíram para inverter o rumo da moeda para baixo.  

A produção industrial norte-americana caiu 0,6% em março ante fevereiro, com ajuste, ante previsão de -0,4%. Outro dado negativo foi o índice Empire State de atividade industrial na região de Nova York, que caiu para -1,19 em abril, de 6,90 em março, frustrando a expectativa de alta do indicador, a 8,0. 

À tarde, o Livro Bege também reforçou o viés de baixa da moeda, ao citar que o fortalecimento do dólar pesou sobre o desempenho da indústria dos EUA, que ainda sofreu com a queda do petróleo e o mau tempo no começo do ano no hemisfério norte.

Bolsa. A Bovespa teve uma sessão firme de ganhos, superior a 1,5%, puxada por Petrobras e siderúrgicas, mas com alta disseminada por todos os setores. Poucas ações terminaram no vermelho, em um dia de avanço das bolsas internacionais. 

A bolsa paulista subiu 1,74%, aos 54.918,74 pontos, maior nível desde os 55.098,47 pontos registrados no dia 26 de novembro do ano passado. Na mínima, registrou 54.037 pontos (+0,10%) e, na máxima, 54.960 pontos (+1,81%). No mês, acumula ganho de 7,37% e, no ano, de 9,82%. 

Nos Estados Unidos, balanços corporativos vieram bons e estimularam compras, sobretudo depois que os dados divulgados pela manhã, fracos, e o Livro Bege reforçaram a percepção de início do aumento dos juros mais tardio.

Petrobras teve novo salto hoje, de 7,87% na ON e de 6,73% na PN, respectivamente segunda e quarta maiores altas do Ibovespa. A expectativa pelos números do balanço e a alta do petróleo contribuíram para o desempenho das ações. 

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