Dólar tem queda com temores sobre flexibilização do Fed

 Às 14h50 (de Brasília), a moeda norte-americana recuava 0,41%, aos R$ 1,713

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

28 de outubro de 2010 | 11h50

O dólar é negociado com queda acentuada nesta quinta-feira em relação às suas principais moedas rivais, refletindo os contínuos rumores sobre outra rodada de estímulo do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) para revigorar a economia dos Estados Unidos, em contraste com os dados melhores que o esperado divulgados na zona do euro, onde o banco central permanece no caminho para a política de normalização.

Os balanços positivos des companhias blue chips europeias também impulsionaram as apostas em ativos mais arriscados e de maior rendimento, reduzindo a procura pelo dólar - considerado um porto seguro.

A notícia de que o Federal Reserve de Nova York entrevistou dealers, pedindo-lhes para projetar os efeitos de uma possível compra de títulos de dívida pelo Fed ao longo de um período de seis meses, pressionou ainda mais o do dólar, disseram analistas.

Às 14h50 (de Brasília), o euro era cotado em US$ 1,392, de US$ 1,3766 no fim da tarde de quarta-feira. O dólar operava em queda de 0,41%, aos R$ 1,713.

Apesar do declínio de hoje, o dólar continua nas suas recentes faixas de negociações em relação a outras moedas, afirmou Jane Foley, estrategista do Rabobank em Londres. Ela acredita que o dólar continuará nessa faixa mesmo após a reunião do Comitê de Mercado Aberto do Fed, prevista para os dias 2 e 3 de novembro, na qual se espera que serão anunciadas medidas de flexibilização quantitativa.

Mas, mesmo se uma nova rodada de flexibilização for anunciada, não é provável que venha de uma vez só, disse Foley, visto que os EUA não estão em situação de emergência.

Com os investidores provavelmente inseguros sobre as futuras compras de ativos pelo Fed, e com os contínuos temores sobre as dívidas soberanas da zona do euro, o dólar provavelmente continuará em uma faixa apertada em relação ao euro pelo resto de 2010, disse a estrategista. As informações são da Dow Jones.

(Texto atualizado às 14h50)

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