Dólar tem queda leve e se mantém na casa de R$ 2,24

 Em dia de preparação para o feriado prolongado, moeda chegou a alta consistente, mas o movimento não se sustentou

Álvaro Campos, da Agência Estado,

17 de abril de 2014 | 17h13

O dólar oscilou bastante ao longo da sessão desta quinta-feira, 17, e, depois de passar boa parte da tarde com altas consistentes, fechou perto da estabilidade. Os operadores assumiram posições compradas pela manhã, em preparação para o feriado prolongado, mas o movimento não se sustentou ao longo do dia.

Além disso, o câmbio foi influenciado pelas notícias sobre a crise na Ucrânia. Após uma reunião em Genebra entre EUA, União Europeia, Rússia e Ucrânia, foi anunciado um acordo para aliviar as tensões no leste ucraniano, onde separatistas russos promovem rebeliões em várias cidades.

O dólar à vista no balcão terminou o dia cotado a R$ 2,2400, com queda de 0,04%. Por volta das 16h30, o giro estava em torno de US$ 1,18 bilhão, segundo dados da clearing de câmbio da BM&FBovespa. No mercado futuro, o dólar para maio recuava 0,22%, a R$ 2,2465. O volume de negociação era de quase US$ 13,25 bilhões.

Enquanto isso, os bancos dão sinais de cansaço nos leilões de swap cambial promovidos pelo Banco Central, como antecipou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, na quinta-feira passada, e o mercado já trabalha com a possibilidade de o BC reduzir as ofertas desses contratos nos leilões de rolagem de swap que estão sendo realizados desde o dia 4 de abril, segundo afirma o gerente de câmbio da Correparti, João Paulo de Gracia Corrêa.

O IPCA-15 de abril gerou certa cautela, já que deixa dúvidas sobre o próximo passo do Banco Central. A inflação medida por esse indicador subiu 0,78%, na margem, após o avanço de 0,73% em março. O resultado ficou abaixo da mediana projetada, de 0,83%, e colado ao piso do intervalo das previsões, que ia de 0,76% a 0,91%. Contudo, a alta é a maior desde janeiro de 2013, quando o indicador subiu 0,88% e, no acumulado dos últimos 12 meses, tem avanço de 6,19% - encostando cada vez mais no teto da meta, de 6,5%.

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