Dólar tem reação discreta a déficit em conta corrente

As vendas de moradias novas nos Estados Unidos cresceram mais do que o esperado em abril, na média anualizada, e impulsionaram as bolsas de Nova York, que exibem ganhos desde a abertura do pregão, em meio a poucos negócios antes do feriado no país na próxima segunda-feira, 26.

OLÍVIA BULLA, Agencia Estado

23 de maio de 2014 | 12h01

A Bovespa, por sua vez, seguiu em queda, ainda pressionada pelas ações dos bancos. Os ganhos nos papéis de Petrobras e Vale, contudo, deixam a Bolsa brasileira ao redor da estabilidade, com ligeiro viés de baixa. Já os negócios com dólar e juros futuros tiveram reação discreta à nota do setor externo, embora os números anunciados pelo Banco Central tenham ajudado a sustentar o viés de alta.

Há pouco, o Departamento do Comércio dos EUA informou que as vendas de novas casas avançaram 6,4% no mês passado, para 433 mil, na média anualizada, mais que a previsão de avanço a 420 mil. Em reação ao dado, as bolsas norte-americanas ampliaram a alta, ainda que timidamente, e, às 11h25, os índices Dow Jones e S&P 500 subiam 0,30% e 0,24%, nesta ordem. A Bovespa, por sua vez, seguiu em baixa e, no mesmo horário, caía 0,05%, aos 52.781,16 pontos, distante da pontuação mínima do dia, aos 52.633 pontos, em queda de 0,33%, registrada mais cedo.

Já os negócios com dólar e juros futuros mostraram pouca reação ao saldo das transações correntes e aos aportes externos produtivos no País, em abril, mas seguiram com o viés de alta. Ainda por volta das 11h25, o dólar à vista negociado no balcão valia R$ 2,2200, em alta de 0,18%. No mercado futuro, o contrato de junho do dólar avançava 0,16%, cotado a R$ 2,2235.

Os ganhos da moeda norte-americana em relação ao real contribuem para o comportamento técnico das taxas dos contratos de depósito interfinanceiro (DIs), que embutem prêmios, em ajuste às baixas recentes nos contratos de derivativos. Também no horário acima, o DI para janeiro de 2015 tinha taxa de 10,88%, de 10,89% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2017 tinha taxa de 11,86%, de 11,81% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2021 estava em 12,123%, de 12,17% no ajuste de quinta-feira, 22.

O BC informou mais cedo que o saldo das transações correntes do País ficou negativo em US$ 8,291 bilhões em abril, resultado pior que o esperado pelos analistas consultados pelo AE Projeções, que estimavam déficit entre US$ 5,6 bilhões e US$ 8 bilhões. No ano, o déficit nessa conta chega a US$ 33,476 bilhões até o mês passado, o equivalente a 4,65% do Produto Interno Bruto (PIB).

Já os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) totalizaram US$ 5,233 bilhões em abril, ficando dentro do intervalo das previsões, entre US$ 4,5 bilhões e US$ 6 bilhões. Em 2014 até o mês passado, os aportes externos produtivos somam US$ 19,404 bilhões, ou 2,70% do PIB.

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