Dólar tem valorização de 0,23% e fecha a R$ 2,163

Seguindo o mau humor externo e potencializado pela cautela dos investidores em câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,23%, cotado a R$ 2,163. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 2,154 e a máxima de R$ 2,167. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista terminou com ganho de 0,30%, também a R$ 2,163. Analistas ouvidos pela Agência Estado avaliam que a tendência de queda do dólar realmente perdeu força. Eles dizem que o dólar vai alternar momentos de alta e de baixa nos próximos dias, em busca de um novo patamar para as cotações. Esse novo patamar contemplaria, pelo lado negativo, a manutenção das incertezas em relação ao cenário internacional e a proximidade das eleições presidenciais e, pelo positivo, as estimativas favoráveis para o fluxo de recursos, provenientes, principalmente, de balança comercial forte. No início desta manhã, o lado positivo recebeu um importante incentivador que, no entanto, foi menosprezado pelo mercado. Embora não tenha conseguido desfazer as tensões sobre o cenário internacional, o Fundo Monetário Internacional (FMI) colocou um pano quente sobre um aspecto preocupante, que tem assombrado os investidores nos últimos dias, ao revisar, para cima, as estimativas de expansão do PIB mundial. A elevação das projeções do FMI para o PIB foi de 0,2 ponto porcentual este ano e em 2007, com as taxas passando para 5,1% e 4,9%, respectivamente. Mas vale ressaltar que o crescimento maior está concentrada nos países asiáticos, especialmente China, e em outros países em desenvolvimento. Europa, EUA e Japão ficam de fora dessa melhora. Ainda assim, para países como o Brasil, exportador de commodities, a notícia de perspectivas de atividade econômica mundial maior é bem-vinda.

Agencia Estado,

14 de setembro de 2006 | 16h39

Tudo o que sabemos sobre:
finanças

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.