Dólar termina estável com exterior e balança

Após manter-se em queda durante boa parte da sessão, a moeda norte-americana terminou o pregão cotada a R$ 2,2240 à vista no balcão

Álvaro Campos, da Agência Estado,

26 de maio de 2014 | 16h56

O dólar fechou praticamente estável ante o real nesta segunda-feira, 26, depois de ter operado em queda durante boa parte da sessão. A moeda virou e chegou a subir após os dados da balança comercial na quarta semana de maio, que mostraram um forte déficit e reverteram a tendência de saldo positivo que vinha sendo registrada este mês. Mesmo assim, o movimento não durou muito e o dólar voltou a apresentar leve queda no fim da sessão. O giro foi extremamente baixo, em função dos feriados nos EUA e no Reino Unido.

O dólar à vista no balcão terminou o pregão cotado a R$ 2,2240, estável. Por volta das 16h30, o giro estava em torno de US$ 388,51 milhões, segundo dados da clearing de câmbio da BM&FBovespa. No mercado futuro, o dólar para junho avançava 0,04%, a R$ 2,2275. O volume de negócios era de quase US$ 4,19 bilhões.

Durante a manhã, predominou o viés de queda do dólar, com alguns ativos emergentes beneficiados pelo alívio com as eleições na Ucrânia e para o Parlamento Europeu neste fim de semana. Resultados preliminares confirmam que o ex-ministro de Relações Exteriores Petro Poroshenko venceu as eleições presidenciais na Ucrânia em primeiro turno. O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse que o país respeitará o resultado e que está pronto para um diálogo com o novo governo ucraniano. No Parlamento Europeu, mesmo com avanço de grupos contrários às políticas europeias - os chamados "eurocéticos" -, os investidores respiraram aliviados porque os partidos tradicionais ainda dominam a Casa.

Enquanto isso, durante evento em Portugal, o presidente do BCE, Mario Draghi, afirmou que vê risco de a inflação baixa ganhar força na zona do euro e que a instituição está considerando uma série de medidas para combater esse cenário, desde novas taxas de juros para empréstimos bancários até a compra de ativos de base ampla. "O BCE não permitirá que a inflação permaneça muito baixa por muito tempo", assegurou.

À tarde, porém, o dólar virou e passou a subir, após o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informar que a balança comercial teve déficit de US$ 1,134 bilhão na quarta semana de maio (19 a 25), resultado de exportações de US$ 4,349 bilhões e importações de US$ 5,483 bilhões. No acumulado do mês, o saldo comercial está negativo em US$ 345 milhões. Já no ano, o déficit subiu para US$ 5,911 bilhões.

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