Dólar tomba com ação de BCs e China; no mês, sobe 6,79%

Seis bancos concordaram em reduzir o preço de acordos temporários de swap de liquidez em dólar existentes em 0,50 ponto porcentual

Silvana Rocha, da Agência Estado,

30 de novembro de 2011 | 17h04

O dólar tombou hoje em relação a praticamente todas as moedas, incluindo o real, após o anúncio de corte de 0,5 ponto porcentual nos compulsórios dos bancos na China e, sobretudo, com a ação conjunta de seis bancos centrais de países desenvolvidos para oferecer financiamentos em dólar ao sistema financeiro global. Ambas as medidas valem a partir de segunda-feira.

Fed, Banco do Canadá, Banco da Inglaterra (BOE), Banco do Japão (BOJ), Banco Central Europeu (BCE) e Banco Nacional da Suíça (SNB) concordaram em reduzir o preço de acordos temporários de swap de liquidez em dólar existentes em 0,50 ponto porcentual. O dado de emprego no setor privado norte-americano bem acima do esperado em novembro ajudou também a estimular o apetite por aplicações de risco.

Assim, o rumo de baixa da divisa dos Estados Unidos foi traçado desde a abertura dos negócios no mercado brasileiro, consolidando a formação de uma taxa Ptax de fim de mês mais fraca e beneficiando os "vendidos" em derivativos cambiais, disse o operador Ovídio Pinho Soares, da Interbolsa Brasil.

O dólar à vista fechou pela quarta sessão seguida em baixa, cotado a R$ 1,8090 (-2,00%) no balcão. Em novembro, no entanto, a moeda no balcão acumulou alta de 6,79%, que elevou o ganho no ano para 8,71%. Na BM&F, o dólar à vista terminou com recuo de 2,13%, a R$ 1,8086. A taxa Ptax, por sua vez, que resulta de quatro coletas habituais de preço do dólar feitas no decorrer da primeira metade dos negócios, encerrou com perda de 2,04%, a R$ 1,8109.

As medidas chinesa e dos BCs visam estimular a economia local e evitar a recessão mundial, além de reduzir o estresse na concessão de crédito global, que compromete a capacidade dos países europeus de se financiarem e de saírem da crise atual. Elas conseguiram também acalmar a tensão inicial dos investidores com a falta de definição da alavancagem da Linha de Estabilidade Financeira Europeia pelos ministros de finanças da zona do euro (Eurogrupo) ontem à noite e com a decisão da agência Standard and Poor''s de rebaixar o rating de 15 bancos globais, incluindo os norte-americanos Goldman Sachs, Bank of América e Citibank, e de manter sob revisão outras 22 instituições.

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