Dólar vai a R$ 2,378 e renova o maior valor em 7 meses

Moeda engatou o terceiro dia consecutivo de alta e o nono avanço em dez sessões; na semana, divisa acumula valorização de 1,71%

Márcio Rodrigues, O Estado de S. Paulo

19 de setembro de 2014 | 17h15

 O dólar engatou o terceiro dia consecutivo de alta e o nono avanço em dez sessões ante o real, influenciado pelo movimento da moeda ante outras divisas emergentes e pelo resultado da pesquisa Datafolha, que mostrou a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, mais bem posicionada nas intenções de voto.

O dólar à vista no mercado de balcão terminou o pregão desta sexta-feira com ganho de 0,55%, a R$ 2,3780 - maior valor desde 19 de fevereiro. Na semana, a moeda teve valorização de 1,71%. No mercado futuro, o dólar para outubro subia 0,34%, a R$ 2,3810.

Os investidores já começaram o dia com os números do Datafolha em mãos. De acordo com o levantamento, subiu para sete pontos porcentuais a vantagem de Dilma, que tem 37% das intenções de voto, contra 30% de Marina no primeiro turno. Enquanto a presidente oscilou em alta, Marina caiu três pontos porcentuais. 

O candidato do PSDB, Aécio Neves, também avançou, passando de 15% para 17%. Em uma simulação de segundo turno, porém, persiste a situação de empate técnico. Marina ainda lidera, mas a diferença entre as duas, que já foi de dez pontos porcentuais, caiu agora para apenas dois pontos, com o placar de 46% a 44%.

Ainda assim, os números já estavam, em alguma medida, precificados pelos investidores. Por isso, os agentes ensaiaram uma realização de lucros, na contramão do que era visto no exterior, onde a moeda americana subia ante várias outras divisas. Porém, o movimento no Brasil não se sustentou e o dólar passou a subir. 

O comportamento da divisa no exterior foi intensificado por declarações do presidente do Fed de Dallas, Richard Fisher, que defendeu que o banco central norte-americano deveria projetar a primeira elevação de taxas de juro na primavera (no hemisfério norte) e, em seguida, deveria agir de maneira lenta e gradual para apertar a política monetária. "Eu, pessoalmente, gostaria de ver a data do nosso primeiro passo... na primavera (que transcorre de março a junho) e não no verão (no hemisfério norte)", disse Fisher em uma entrevista à Fox Business Network. 

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