Dólar vai na contramão do exterior e mantém trajetória de baixa

Às 9h27, o dólar à vista no balcão abriu em queda, para em seguida, contrariando o movimento no exterior, baixar 0,08%, a R$ 2,3720

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado,

21 de fevereiro de 2014 | 09h57

A aceleração da inflação medida pelo IPCA-15 de fevereiro veio dentro do esperado e não muda, por enquanto, as apostas de elevação menor da Selic, de 0,25 ponto porcentual, para 10,75%, na reunião do Copom da próxima semana. Com isso, os juros futuros apresentam leve viés de alta pelo fato de o índice ter ficado levemente acima da mediana das estimativas. O IPCA-15 subiu 0,70% neste mês, de 0,67% em janeiro, ficando dentro do intervalo das projeções (de 0,55% a 0,77%). A mediana era de 0,67%. Apesar do avanço, o índice de difusão, que mede o porcentual de itens em alta no dado fechado e perdeu força, favorece uma acomodação das taxas.

Às 9h27, o dólar à vista no balcão abriu em queda, contrariando o movimento no exterior, mas no horário acima reduzia perdas, em baixa de 0,08%, a R$ 2,3720, na máxima. O dólar subia ante o euro, o iene e outras moedas ligadas a commodities.

A moeda americana segue a trajetória de queda das últimas seis sessões no Brasil, na qual acumula baixa de 2,02%, e é influenciada pela inflação dentro do esperado do IPCA-15, o bom humor trazido pela meta fiscal de 2014 e pela noção de que o Banco Central poderá usar reservas para garantir liquidez ao mercado, se preciso.

Os investidores observam ainda nesta sexta-feira, 21, o desenrolar da reunião do G-20 em Sydney, na Austrália; a teleconferência do ministro da Fazenda, Guido Mantega, com analistas e agências de rating, às 11h45, para falar sobre a meta fiscal de 2014; e a sondagem industrial de janeiro, a ser divulgada pela CNI, às 11 horas. Também no radar estão os números do setor externo de janeiro, que saem às 10h30. A expectativa é de déficit em conta corrente de US$ 11,4 bilhões a US$ 15 bilhões (mediana de -US$ 11,75 bilhões) e IED de US$ 3 bilhões a US$ 5,8 bilhões, com mediana de US$ 4 bilhões.

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