Dólar vai na contramão do mercado externo e recua

Maior otimismo com vendas no varejo dos EUA, mais falta de perspectiva de solução para crise da zona do euro impulsionaram moeda

Silvana Rocha, da Agência Estado,

25 de novembro de 2011 | 17h09

O dólar no mercado doméstico descolou-se hoje da alta da divisa americana no exterior, que resultou do maior otimismo com as vendas no varejo nos Estados Unidos a partir desta Black Friday e da falta de perspectiva de solução para a crise europeia. Após uma manhã de forte volatilidade, o dólar à vista operou ao redor da estabilidade durante à tarde e fechou com leves baixas: de 0,16%, a R$ 1,8850 no balcão, e de 0,31%, a R$ 1,8880 na BM&F. Na semana, a divisa no balcão saltou 5,72%; no mês acumula alta de 11,28%; e no ano, +13,28%.

O comportamento da moeda ao longo da manhã - entre a máxima na abertura de R$ 1,9130 (+1,32%) no balcão e a mínima às 13 horas de R$ 1,8750 (-0,69%) - refletiu um movimento de realização de lucros provocado pela sinalização de "ajuste moderado na taxa Selic" dado ontem à noite pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em evento da Febraban.

As declarações da autoridade monetária provocaram a readequação de posições cambiais, em sintonia com a corrida vista no mercado de juros para devolução de prêmios embutidos ontem em meio a apostas de corte mais profundo, de 0,75 ponto porcentual, da taxa Selic na próxima semana devido ao agravamento da crise externa. "Com a indicação oficial de continuidade de cortes de 0,50 ponto porcentual na Selic, os agentes financeiros devolveram os excessos de ontem, quando o dólar à vista testou o patamar de R$ 1,90 e o DI janeiro de 2012 caiu para 10,86%", disse um operador de uma corretora.

Em meio à forte oscilação, o volume negociado cresceu. O giro registrado até às 16h52 na clearing de câmbio somava US$ 2,509 bilhões (US$ 2,208 bilhões em D+2). No mercado futuro, até às 16h50, o dólar dezembro girou sozinho cerca de US$ 13,719 bilhões, de um total de US$ 14,023 bilhões movimentado com quatro vencimentos de dólar.

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