Epitacio Pessoa/Estadão
Epitacio Pessoa/Estadão

Dólar vira quase no fim e fecha em leve alta, a R$ 2,707

Moeda inverteu o movimento a três minutos do fim do pregão regular e encerrou em alta de 0,33%

Claudia Violante, O Estado de S. Paulo

07 de janeiro de 2015 | 16h58

O dólar abriu em queda e se encaminhava para fechar do mesmo modo, depois de uma pequena mudança de rota no começo da tarde. Mas a três minutos do fim do pregão regular, mudou de rumo novamente e subiu, sem conseguir repetir o fechamento em baixa da véspera. Durante toda a sessão, o que pautou os negócios foi a trégua no exterior e a perspectiva de um ajuste fiscal na economia brasileira. Vale destacar que ainda nesta quarta-feira será divulgada sai a ata do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), o que poderia ter justificado a inversão no final.

O dólar à vista no balcão fechou em alta de 0,33%, a R$ 2,7070. Na mínima, registrou R$ 2,6730 (-0,92%) e, na máxima, R$ 2,7090 (+0,41%). O giro negociado no mercado à vista totalizava US$ 1,878 bilhão às 16h39, sendo US$ 1,710 bilhão em D+2. No mercado futuro, o dólar para fevereiro tinha elevação de 0,09%, a R$ 2,7220.

No início da tarde, o dólar apagou momentaneamente a queda verificada pela manhã, virou para cima e renovou algumas vezes a máxima depois da volta do almoço. A trajetória de baixa já tinha perdido fôlego após os dados do fluxo cambial, às 12h30, e também com números do mercado de trabalho norte-americano, mas a inversão, temporária, aconteceu depois das 14 horas. A alta da moeda no exterior contribuiu para esse movimento, segundo profissionais.

Os números do fluxo mostraram saída líquida de US$ 14,050 bilhões em dezembro, pressionando as cotações. Foi o maior resultado negativo para o mês da série histórica iniciada em 1982. Comparando mensalmente, o fluxo negativo de dezembro é o pior desde setembro de 1998.

Mesmo assim, o dólar voltou a cair pouco depois do repique e ficou assim até perto fechamento, quando virou novamente sem motivo aparente. O mercado está na expectativa de anúncio de cortes de gastos pela nova equipe econômica no curto prazo, o que daria credibilidade ao grupo e também ao País. E, nesse caso, seria positivo também para o real.

 

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