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Dólar volta a cair na contramão do exterior

Moeda cedeu 0,49% e fechou cotada a R$ 2,62

Fabrício de Castro, O Estado de S. Paulo

16 de janeiro de 2015 | 18h03

Após o avanço de ontem, o dólar voltou a recuar no Brasil. A moeda americana foi novamente influenciada pela percepção de que, com a Selic alta e a possibilidade de aumento dos recursos disponíveis no mercado global, a serem injetados pelo Banco Central Europeu (BCE), o País tende a se tornar mais atrativo ao capital especulativo internacional. Aliada a isso está a leitura de que a nova equipe econômica vai no caminho certo para resgatar a credibilidade do Brasil. Como resultado, o dólar à vista de balcão cedeu 0,49%, aos R$ 2,6210, a despeito de a moeda americana ter subido ante várias outras divisas de países emergentes no exterior. 

O dólar manteve-se em baixa ante o real durante todo o dia. Na cotação máxima da sessão, às 9h10, marcou R$ 2,6310 (-0,11%) e, na mínima, às 10h14, atingiu R$ 2,6140 (-0,76%). Chamou a atenção o fato de que, ao contrário dos últimos dias, as oscilações ocorreram em margens mais estreitas. E o giro à vista também se mantinha mais acomodado, indicando um total de US$ 1,104 bilhão perto das 16h30, sendo US$ 1,081 bilhão em D+2.


A moeda americana abriu o dia já com queda ante o real, descolado do que era visto no exterior, onde o dólar subia ante várias outras divisas. A perspectiva de alta da Selic em mais 0,50 ponto porcentual, para 12,25% ao ano, na próxima semana, ao mesmo tempo em que o BCE poderá anunciar novos estímulos à zona do euro, induzia uma antecipação de ajustes de posições (baixa do dólar), diante da possibilidade de ingressos de fluxo cambial no País. 

O viés de baixa se sustentou durante todo o restante do dia, ajudado ainda pela maior confiança em relação à equipe econômica do segundo governo Dilma Rousseff e pelos leilões de swap (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro) do Banco Central. 

Na primeira operação de hoje, o BC vendeu 2 mil contratos, injetando US$ 98,3 milhões no sistema. Na segunda, colocou outros 10 mil contratos (US$ 489,6 milhões), neste caso para rolagem dos vencimentos de fevereiro. 

No exterior, perto das 16h50, o dólar subia 0,11% ante o dólar canadense, avançava 0,43% ante o dólar neozelandês, tinha ganho de 1,11% ante a lira turca e ganhava 0,42% ante o peso chileno. O dólar Index, que considera uma cesta de moedas, tinha alta de 0,38%. 

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