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Dólar volta a subir e fecha a R$ 4,09, em alta de 0,93%

Moeda americana havia acumulado mais de 2% de queda nos três pregões anteriores; no mercado de ações, o Ibovespa recuou 1,84% nesta segunda-feira, após registrar o maior avanço semanal do ano

Reuters

24 Setembro 2018 | 17h25

O dólar fechou em alta ante o real nesta segunda-feira, 24, corrigindo parte do forte recuo da semana passada e à espera de mais uma pesquisa de intenções de votos do Ibope, já tendo em mãos levantamento encomendado pelo BTG Pactual divulgado mais cedo que mostrou avanço de Fernando Haddad (PT) na segunda colocação, com Jair Bolsonaro (PSL) ainda na liderança. A moeda americana terminou o dia cotada a R$ 4,0879, em alta de 0,93%.

O cenário externo tranquilo, que favorecia o avanço de boa parte das divisas emergentes, ajudou a conter o movimento de alta da moeda norte-americana no mercado doméstico.

“(A pesquisa divulgada pelo BTG marcou) o primeiro episódio de estagnação do deputado e avanço do petista, o que, embora possa acender a ‘luz de alerta’ no mercado, é uma situação ainda isolada e que tende a ser confrontada hoje à noite por nova pesquisa pelo Ibope”, escreveu a H.Commcor Corretora em relatório a clientes.

A nova pesquisa do Ibope será divulgada após o fechamento do mercado local. No levantamento encomendado pelo BTG Pactual e feito pelo FSB Pesquisa, Bolsonaro manteve a liderança com 33% das intenções de votos, sem oscilar, enquanto Haddad cresceu 7 pontos em comparação com o levantamento anterior, para 23%.

Além disso, nas simulações de segundo turno, Bolsonaro oscilou dois pontos em baixa, para 44% das intenções de votos, no cenário disputado com Haddad, que passou para 40%, de 38% antes. Os dois estão em empate técnico.

Os investidores também monitoraram o cenário internacional, em dia de forte avanço do preço do petróleo, que favorecia moedas como o rublo. O dólar também perdia força ante outras divisas de emergentes, como o rand sul-africano e a lira turca, enquanto exibia tímida baixa ante a cesta de moedas fortes, tendo a guerra comercial entre Estados Unidos e China como pano de fundo.

O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. O BC já rolou até esta sexta-feira US$ 8,175 bilhões em swaps cambiais do total de US$ 9,801 bilhões que vencem em outubro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Bolsa cai, após melhor semana do ano

A Bolsa mostrava perdas na manhã desta segunda-feira, após o Ibovespa avançar mais de 5% na semana passada, com agentes financeiros ainda atentos ao andamento da corrida presidencial, em meio a um quadro externo sem tendência única, com queda nas bolsas e alta de commodities. O principal índice brasileiro de ações fechou aos 77.984,18 pontos, em queda de 1,84%.

“A duas semanas do primeiro turno das eleições, as novas pesquisas de intenção de votos e todo o noticiário político devem ganhar cada vez mais relevância no rumo dos negócios”, destacou a equipe da corretora Ágora, em nota a clientes.

Do mercado externo, a equipe do Bradesco chamou a atenção para o efeito negativo nas praças acionárias decorrente de incertezas em relação à disputa comercial entre EUA e China.

Em relatório a clientes, o Bradesco também destacou o petróleo sendo negociado em “alta considerável”, após a Opep se recusar no fim de semana a anunciar um aumento imediato na produção e a alta de commodities metálicas com as novas tarifas norte-americanas passando a valer já nesta segunda-feira.

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