Dow Jones cai 0,34% mesmo após recuo do petróleo

Os principais índices do mercado acionário de Wall Street mantêm sinais negativos, a despeito de os futuros de petróleo terem abandonado a alta do início do dia na New York Mercantile Exchange (Nymex). O Dow Jones cede 0,34%, enquanto o Nasdaq recua 0,78%. A Alcoa abriu a temporada de anúncios de resultados pelas companhias nos EUA e trouxe números reluzentes. No entanto, o resultado não dava suporte amplo ao mercado de Nova York. Há ações individuais com quedas pronunciadas, mas nenhuma agência internacional sugere um motivo novo para a piora de Wall Street, com as perdas ainda sendo associadas ao petróleo. O petróleo para maio chegou a subir a US$ 69,45 por barril, no sistema eletrônico da Nymex. Na sessão regular, a máxima foi de US$ 69,25 e o contrato para maio opera agora com queda de 0,86%, para US$ 68,20 por barril. Entre as quedas profundas estavam as das ações da Bausch & Lomb. Os papéis computavam a maior perda em cinco anos, recuando 16,78%, após a companhia ter anunciado a interrupção das entregas de uma solução para lentes de contatos que estaria relacionada a uma infecção por fungos nos olhos. Analistas afirmaram que a suspensão da solução, vendida com o nome ReNu com MoistureLoc, nos EUA, pode afetar a reputação de outros produtos da empresa e afetar suas vendas. Cerca de 20% das vendas e mais de 50% dos lucros da Bausch & Lomb têm origem nos produtos para cuidados de lente. As ações da Ciena, fabricante de equipamentos para rede de dados, perdiam 8,7% e a JDS Uniphase, que fabrica rede de fibras ópticas, perdiam 6,4%. O cobre para três meses superou os US$ 6.000 na London Metals Exchange. O cobre é um material condutor e cerca de aproximadamente 45% do consumo anual se destina a fios e cabos. Os papéis da Alcoa disparavam 6,03%, ás 12h13, reagindo ainda ao seu balanço robusto apresentado ontem, após o fechamento da sessão. A Alcoa informou que obteve um lucro líquido de US$ 608 milhões, ou US$ 0,69 por ação, no primeiro trimestre, sobre uma receita de US$ 7,24 bilhões. O lucro com operações continuadas totalizou US$ 0,70 por ação. Analistas entrevistados pela Thomson First Call esperavam um lucro de US$ 0,51 por ação sobre uma receita de US$ 7,21 bilhões. As ações da Micron, que fabrica chips DRAM, flash e de outros tipos de memória, subiam 1,4%, após a empresa informar que seu lucro cresceu 64% no segundo trimestre.

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