Dow Jones cai 0,45% na abertura e Nasdaq perde 0,92%

As Bolsas de Nova York abriram em queda hoje com a tensão entre Israel e Líbano, que leva os preços do petróleo a bater novos recordes. Ao mesmo tempo, o rebaixamento da recomendação para as ações da rede varejista Wal-Mart tende a prejudicar o andamento dos negócios, minimizando eventual reação positiva ao balanço melhor do que o esperado da Pepsico, divulgado nesta manhã. A situação no Oriente Médio e a alta do petróleo provoca aversão generalizada ao risco, puxando as bolsas para baixo em todo o mundo. Às 10h40, dez minutos após o início da sessão regular em Nova Yor, o índice Dow Jones caía 0,45% e o índice Nasdaq despencava 0,92%. A Bolsa de Londres operava em baixa de 1,52%, de Frankfurt, caía 1,90%; e de Paris, cedia 1,69%. O petróleo para agosto negociado no pregão eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York operava em alta de 1,12%, a US$ 75,79 o barril. Mais cedo, estabeleceu novo recorde, a US$ 75,89 o barril. No pré-mercado, as ações da Wal-Mart caíram 1,7%. Os papéis da Disney também cederam (1,5%) nesta manhã, igualmente por conta de rebaixamento de recomendação. Os papéis da Pepsico subiram 1,1%. O confronto entre o grupo islâmico libanês Hezbollah e Israel se intensificou ontem e ampliou o leque de preocupações das maiores nações com questões geopolíticas, especialmente com as declarações da Casa Branca, que culpou a Síria e o Irã pelo seqüestro dos dois soldados israelenses. A consideração agregou nova acusação contra o Irã por parte dos EUA, que buscam limitar as pretensões iranianas de domínio da tecnologia nuclear. Ontem, o exército israelense invadiu pela primeira vez em seis anos o território libanês, depois de ataque de foguete pelo grupo islâmico. Israel quer que o Hezbollah liberte dois soldados israelenses que haviam sido capturados. Nesta manha, o confronto só aumentou - com ataque do exército israelense ao aeroporto de Beirute, respondido pelo Hezbollah com ataques a cidades próximas à fronteira de Israel. Com informações da Dow Jones e de outras agências internacionais.

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