Dow Jones encerra em alta com onda de fusões

As ações fecharam em alta em Wall Street, revertendo a queda do início do dia, depois que uma série de anúncios de fusões e aquisições se sobrepôs à ansiedade causada pelos problemas da New Century, segunda maior financiadora de hipoteca subprime (empréstimos concedidos a clientes de maior risco a juros mais altos) nos EUA depois do HSBC. O volume de negócios ficou abaixo da média, com muitos investidores de lado, aguardando os dados sobre inflação nos EUA em fevereiro que saem na quinta (índice de preços ao produtor) e sexta-feira (índice de preços ao consumidor). Os temores com as implicações do provável colapso da New Century Financial puxaram para baixo as ações de outras financiadoras de hipotecas e construtoras. O fortalecimento do iene também pesou sobre o sentimento ao longo do dia, ao reavivar as preocupações de que o carry trade (empréstimo em moeda de juro baixo para aplicação dos recursos em moeda de juro mais alto), uma fonte de liquidez barata no mundo, possa ser desmontado. Mas um rali da Intel, componente do Dow Jones, no fim da tarde ajudou o índice das blue chips (ações de primeira linha) a fechar em alta de 0,34%, em 12.318,8 pontos. O Nasdaq subiu 0,62% e o S&P ganhou 0,27%. As ações da Intel subiram 1,99% com os sinais de aumento na demanda por chips de computador. As negociações com as ações da New Century foram suspensas pela manhã depois que a empresa confirmou que seu crédito foi cortado e que não atenderia às demandas dos credores para recomprar hipotecas em default. Antes da abertura, os papéis da empresa caíram 48% para US$ 1,66 nas negociações eletrônicas. Há um mês, as ações da New Century estavam em US$ 30,00. As ações da financeira concorrente NovaStar caíram 19% para US$ 4,24. Home Depot caiu 1,3%, maior queda entre os componentes do Dow Jones. Pulte Homes caiu 4,8%. "O setor subprime sozinho não é o problema", disse o estrategista chefe da Cantor Fitzgerald, Marc Pado, ao jornal Financial Times. "O temor é que este problema se espalhe." A Contrywide, outra empresa de empréstimos hipotecários, disse que seus ganhos podem ficar voláteis este ano por causa do mercado subprime. Suas ações caíram 2,7%. As preocupações com o setor também atingiram ações de construtoras, como DR Horton, que caíram 4,5%. Entre as notícias sobre fusões e aquisições, a Schering-Plough subiu 0,42%, após informar que vai comprar a Organon BioSciences, unidade de medicamentos do grupo químico holandês Akzo Nobel por US$ 14,4 bilhões. As ações da Dollar General disparam 25,57% com a notícia de que a varejista aceitou ser adquirida pelo grupo de private equity Kohlberg Kravis Roberts (KKR) por cerca de US$ 7,3 bilhões. A Dow Chemical subiu 2,1% com os persistentes rumores de que a KKR vai tornar o grupo químico seu próximo alvo de compra. A United Health, companhia de seguro-saúde dos EUA, disse que vai comprar a Sierra Health Services por US$ 2,6 bilhões. As ações da Sierra subiram 15,79%. As ações da Boeing, componente do Dow Jones, subiram 1,89% depois que a Continental Airlines elevou sua encomenda anterior de 20 para 25 jatos Boeing 787. O índice Dow Jones fechou em alta de 42,50 pontos, ou 0,34%, em 12.318,62 pontos. A mínima foi em 12.246,52 pontos e a máxima em 12.349,95 pontos. O Nasdaq subiu 14,74 pontos, ou 0,62%, e fechou em 2.402,29 pontos. A mínima foi de 2.384,39 pontos e a máxima de 2.404,02 pontos. O Standard & Poor's 500 avançou 3,75 pontos, ou 0,27%, para 1.406,60 pontos. O NYSE Composite subiu 25,94 pontos, ou 0,29%, para 9.120,93 pontos. O volume negociado na NYSE subiu ligeiramente para 1,47 bilhão de ações, de 1,44 bilhão de ações na sexta-feira; 2.164 ações subiram, 1.150 caíram e 135 fecharam nos mesmos níveis de sexta-feira. No Nasdaq, o volume caiu para 1,667 bilhão de ações negociadas, de 1,960 bilhão de ações na sexta-feira, com 1.757 ações fechando em alta e 1.279 em queda. As informações são da agência de notícias Dow Jones.

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