Dow Jones sobe com ajuda da Boeing

Os principais índices de ações subiram em Nova York, ajudados pelos ganhos das blue chips Boeing e General Motors e pela queda acima das expectativas do déficit comercial dos EUA, que elevou o sentimento geral do mercado, segundo analistas. Apesar dos ganhos, houve persistentes preocupações com relação aos preços elevados das commodities, alta das taxas de juro e tensão política com o Irã. O analista chefe de mercado da S.W. Bach, Peter Cardillo, disse que o mercado tirou estímulo das notícias da queda do déficit comercial dos EUA em fevereiro e de vários informes positivos de lucros das empresas. A gerente de carteira Sasha Kostadinov, da Shaker Investments, disse que o mercado registrou uma alta realmente forte do final de fevereiro até metade de março, embora muitas das preocupações persistissem no fundo. "Estamos nos mantendo aqui, mas há algum nervosismo. Tudo que você escuta são histórias sombrias com relação a gasolina atingir picos de alta neste verão e você também tem as especulações políticas perturbando o mercado com a revelação de que a administração (do presidente George W.) Bush tem pelo menos considerado o uso de um ataque militar contra o Irã como um meio de intimidação para sua ambições nucleares. Obviamente, isso não deixa ninguém tranqüilo", disse Kostadinov. Nesta quarta-feira, o presidente Bush descreveu como "especulação desvairada" as reportagens de que sua administração está estudando um potencial ataque militar contra o Irã. Para Paul Nolte, diretor de investimentos da Hinsdale Associates, as taxas de juro continuam sendo uma preocupação, com o juro do título de 30 anos se mantendo acima de 5%. Nolte disse que o mercado vai ter dificuldade em subir a partir daqui, uma vez que o impacto total do recente aumento do juro promovido pelo Federal Reserve (banco central dos EUA) vai começar a fazer efeito. Ele disse que cada aperto na política leva cerca de cinco a seis meses para se infiltrar na economia. Entre os indicadores do dia, destaque para a queda do déficit comercial dos EUA para US$ 65,74 bilhões em fevereiro, de uma expectativa de um déficit de US$ 67,50 bilhões dos analistas. Entre as blue chips, as ações da Boeing subiram 3,28%, em reação à notícia de que a empresa assinou um contrato para venda de 80 aviões 737 para a China. As ações da GM avançaram 4,21%, depois de um executivo sênior da montadora ter expressado confiança de que os trabalhadores da Delphi Corp, sua principal fornecedora de autopeças, não vão entrar em greve. Entre as empresas que divulgaram balanços, as ações da Genentech caíram 1,21%, apesar de a empresa de biotecnologia ter registrado um aumento de 48% no lucro líquido do primeiro trimestre e ter elevado suas projeções de lucro para o ano. Segundo analistas, houve algum desapontamento com relação aos números de vendas de seu medicamento para tratamento de câncer Rituxan. O índice Dow Jones fechou em alta de 40,34 pontos (0,36%), em 11.129,97 pontos. A mínima foi em 11.087,37 pontos e a máxima em 11.144,14 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 4,33 pontos (0,19%), em 2.314,68 pontos, com mínima em 2.308,33 pontos e máxima em 2.318,05 pontos. O Standard & Poor's-500 subiu 1,55 ponto (0,12%), para 1.288,12 pontos. O NYSE Composite avançou 6,09 pontos (0,07%), para 8.220,55 pontos. O volume na NYSE alcançou 1,401 bilhão de ações negociadas, de 1,598 bilhão de ações ontem; 1.709 ações subiram, 1.551 caíram e 169 ficaram estáveis. No Nasdaq, o volume ficou em 1,592 bilhão de ações negociadas, de 2,117 bilhões de ações ontem, com 1.694 ações fechando em alta e 1.304 em queda. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

12 Abril 2006 | 19h58

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