Dow Jones tem novo recorde de fechamento: 12.127 pontos

O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em direções divergentes, o Dow Jones em leve alta e o Nasdaq em queda. O Dow Jones fechou em nível recorde pela 11ª vez nos últimos 16 pregões e também estabeleceu novo recorde durante o pregão. "Os investidores decidiram que a economia terá um 'pouso suave', que o Fed não vai mais elevar as taxas de juro e poderá passar a reduzi-las em breve, enquanto os preços do petróleo e os juros dos bônus estão baixos. Mesmo que a economia esteja se desacelerando e o mercado de imóveis residenciais esteja sofrendo uma correção, os investidores estão olhando para além desse vale", comentou Alexander Paris, da Barrington Research. As ações da General Motors subiram 2,84%, na véspera da divulgação de seu informe de resultados; as da Ford avançaram 5,06%, recuperando-se da queda sofrida ontem, depois de elevação de recomendação pela Goldman Sachs. As ações da DuPont, que divulgou resultados, subiram 1,21%. As da Pfizer, do setor farmacêutico, caíram 1,7%, depois de rebaixamento de recomendação pelo UBS. No setor de tecnologia, as ações da Texas Instruments caíram 4,27%, depois de a empresa fazer um alerta de queda nos lucros; as da Amazon.com, que divulgaria resultados depois do fechamento, subiram 2,3%. As ações da Tellabs perderam 5,63%, em reação a seu informe de resultados. O índice Dow Jones fechou em alta de 10,97 pontos (0,09%), em 12.127,88 pontos. A mínima foi em 12.079,05 pontos e a máxima em 12.133,80 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 10,72 pontos (0,46%), em 2.344,84 pontos, com mínima em 2.335,91 pontos e máxima em 2.356,03 pontos. O Standard & Poor's-500 subiu 0,36 ponto (0,03%), para 1.377,38 pontos. Títulos do Tesouro Os preços dos títulos do Tesouro dos EUA chegaram ao fim do dia em leve alta, com correspondente baixa nos juros; a exceção foram as T-notes de 2 anos, que ficaram no mesmo nível de ontem. Nenhum indicador econômico importante foi divulgado e o leilão primário de T-notes de 2 anos, considerado fraco, não teve impacto nos preços. O Tesouro colocou US$ 20 bilhões em títulos à taxa máxima de 4,894%. "O consenso em torno do resultado da reunião do Fed está bastante concentrado, com um número mínimo de pessoas esperando surpresas. O consenso provavelmente está certo desta vez, com o Fed devendo mudar muito pouco em seu comunicado", disse o estrategista Tony Crescenzi, da Miller, Tabak & Co. Para Kevin Giddis, diretor de renda fixa da Morgan Keegan, há espaço para que os preços dos Treasuries subam depois da reunião do Fed. "Embora pareça que a T-Note de 10 anos está plenamente valorizado, ela está com o juro 30 pontos-base mais altos do que há dois meses, quando seu preço subiu demais, devido às previsões frenéticas de que o Fed afrouxaria a política. Juntando isso com as previsões declinantes de que o Fed possa voltar a apertar a política, é um argumento muito bom em favor de uma alta dos preços dos bônus", disse Giddis. No fechamento em Nova York, o juro projetado pelos T-Bonds de 30 anos estava em 4,943%, de 4,949% ontem; o juro das T-Notes de 10 anos estava em 4,820%, de 4,824% ontem; o juro das T-notes de 2 anos estava em 4,906%, mesmo nível de ontem. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

24 de outubro de 2006 | 18h18

Tudo o que sabemos sobre:
finanças

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.