Duas usinas de biodiesel para exportação serão construídas em SP e MG

Empresários brasileiros, alemães, italianos e japoneses investem R$ 140 milhões na construção de duas usinas para fabricar biodiesel no interior de São Paulo e de Minas Gerais exclusivamente para exportação. O investimento é liderado pela Biodiesel Triângulo, de Iturama (MG), com recursos próprios. Os sócios estrangeiros vão bancar 10% do total.De acordo com o diretor-presidente da Triângulo, Pedro Martins Filho, as usinas, que serão instaladas em Iturama e na região noroeste do Estado de São Paulo, deverão produzir 220 milhões de litros de biodiesel por ano, todos destinados ao mercado externo, usando o pinhão-manso como matéria-prima.Martins Filho disse que a Triângulo fechou pré-contratos para a entrega de 120 milhões de litros de biodiesel a compradores do Japão e Alemanha a partir de 2008. "O biodiesel será usado para abastecer a frota desses países", disse.Segundo ele, a expectativa é de que a usina de Iturama entre em funcionamento a partir do segundo semestre de 2007, para produzir 100 milhões de litros de biodiesel por safra. A produção deverá ser escoada por hidrovia com destino ao porto de Santos ou a Montevidéu e Buenos Aires.A outra unidade deverá ser instalada entre as regiões de Araçatuba e São José do Rio Preto, para produzir 120 milhões de litros/ano a partir do primeiro semestre de 2008. "Estamos escolhendo o melhor local que atenda nossas necessidades logísticas", explica Martins Filho. Segundo ele, neste caso, a produção deverá ser escoada via ferrovia.Para atender a produção das duas usinas, serão plantados inicialmente 220 mil hectares de mudas de pinhão-manso por milhares de pequenos, médios e grandes agricultores. Em Iturama, o trabalho de preparação dessas mudas já começou.O projeto prevê a criação de 4 mil empregos diretos na instalação da usina e plantio das mudas. Para a colheita, que vai de janeiro a junho, deverão ser contratados cerca de 30 mil trabalhadores. "É uma colheita que não dá para ser feita mecanicamente e necessita de muita mão-de-obra, que não será difícil de ser contratada", diz Martins Filho.

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