É preciso reduzir desequilíbrios globais, diz FMI

O diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato, disse que ao longo dos próximos doze meses será necessário que se intensifiquem as consultas multilaterais para ?se lidar com os crescentes desequilíbrios econômicos globais que ameaçam a prosperidade do mundo?. Segundo ele, os desequilíbrios mais óbvios são o grande déficit em conta corrente dos Estados Unidos - quase 6,5% do PIB norte-americano em 2005 e que deverá crescer ainda mais neste ano - e os amplos superávits nas contas externas de outros países, entre eles, exportadores de petróleo como a Arábia Saudita, o Japão e alguns dos mercados emergentes asiáticos, especialmente a China. O chefe do Fundo disse que já há um amplo consenso entre as autoridades em torno das medidas necessárias para se reduzir os desequilíbrios globais. ?A maioria dos governos ao redor do mundo concorda ser preciso um ajuste fiscal e medidas para estimular a poupança privada nos Estados Unidos, uma maior valorização cambial e medidas para estimular a demanda doméstica em alguns países emergentes da Ásia, e reformas estruturais para estimular a demanda e melhorar a produtividade em setores da Europa e Japão?, disse. ?Mas esse consenso até agora foi traduzido apenas numa ação limitada." Rato afirmou que, com base em sugestões apresentadas pelos países emergentes, apresentou ao conselho diretor do Fundo uma proposta para se desenvolver um novo instrumento, que oferecerá financiamentos para mercados emergentes ?que têm fundamentos fortes mas continuam vulneráveis a choques?. Segundo ele, esse financiamento ?seria uma espécie de colchão de liquidez? para os países sócios do Fundo, ?criado para ajudá-los a evitar crises e responder a crises caso elas ocorram?.

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