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Economistas esperam por ao menos três altas nos juros em 2018 nos EUA

Mercado observa movimento do banco central americano com atenção depois do estresse nas bolsas no último dia 5

O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2018 | 14h00

NOVA YORK - Os dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sinalizaram em dezembro que haveria três aumentos nas taxas de juros de 0,25 ponto porcentual neste ano, levando a taxa dos Fed funds, a taxa Selic dos americanos, para a faixa entre 2% e 2,25% no fim deste ano. Economistas consultados pelo Wall Street Journal nos últimos dias previram que a taxa terminaria em 2,21%, consistente com essa previsão.

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No entanto, as estimativas estão crescendo em meio a sinais de força econômica nos Estados Unidos. Em novembro, a pesquisa WSJ via que a taxa dos Fed funds terminaria 2018 em 2,07%. A aceleração pode sugerir que uma quarta alta nos juros seja vista como cada vez mais possível.

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De acordo com os economistas consultados, a perspectiva positiva para a economia americana não foi prejudicada pela recente volatilidade nos mercados financeiros. No último dia 5, as bolsas de Nova York reagiram com muita volatilidade os resultados de pleno emprego divulgados pelo governo dos Estados Unidos. O índice Dow Jones chegou a cair 6% ao longo do dia e, em pontos, fechou o pregão com a maior queda de sua história.

Crescimento. Os analistas preveem, em média, que o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA deverá crescer 2,8% neste ano, enquanto a taxa de desemprego deve cair abaixo de 4% em meados do ano. Eles preveem, ainda, que o Fed irá elevar os juros na reunião de 20 a 21 de março, seguido de outro aumento no encontro de 12 e 13 de junho. Além disso, as chances médias de uma recessão no próximo ano ficaram em 14%.

Na pesquisa WSJ, 59% dos economistas ouvidos disseram achar que as ações em solo americano estão sobrevalorizadas. Vários outros comentaram que as ações foram muito superiores às recentes quedas. "A queda de fevereiro levou os preços a níveis mais consistentes com os balanços", disse a economista Lynn Reaser, da Universidade Point Loma Nazarene. / DOW JONES NEWSWIRES 

 

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