Efeito China deve levar NY para baixo na abertura

As bolsas de Nova York devem abrir em leve queda nesta quinta-feira, 10, sinalizam os índices futuros. Apesar de o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) ter sugerido na quarta-feira, 9, que a política monetária do país deve permanecer acomodatícia, o sentimento dos investidores foi afetado negativamente por dados decepcionantes do comércio exterior da China. No entanto, as baixas nos índices futuros foram reduzidas em reação a indicadores positivos sobre a economia dos EUA. Às 10h20 (de Brasília), no mercado futuro, Dow Jones cedia 0,04%, enquanto o Nasdaq perdia 0,03% e S&P 500 tinha queda de 0,04%.

LUCAS HIRATA, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES, Agencia Estado

10 de abril de 2014 | 10h29

Segundo números divulgados ontem pela Administração Geral das Alfândegas, as exportações do país caíram 6,6% em março na comparação com o mesmo mês do ano anterior, enquanto se esperava uma alta de 4,2%. As importações caíram 11,3%, ante projeção de alta de 2,8%. Com um volume de trocas mais fraco do que o esperado, a China contabilizou um superávit comercial de US$ 7,71 bilhões em março, acima da mediana das projeções de economistas consultados pela Dow Jones Newswires, de um saldo positivo de US$ 1,75 bilhão.

Os números da China elevaram as preocupações sobre o perspectivas de crescimento da segunda maior economia do mundo, mantendo os índices futuros em baixa durante quase toda a manhã.

"Assim que os investidores tiverem tempo para digerir os dados chineses, o mercado pode olhar para além deles", disse Adam Sarhan, executivo-chefe da empresa de investimentos Sarhan Capitalm sediada em Nova York. "O mercado mais amplo ainda está atuando bem e declínios rasos em tamanho e escopo estão oferecendo oportunidades de compra".

Contudo, indicadores dos EUA ajudaram os índices futuros a reduzir perdas ao sinalizar uma recuperação constante da economia do país, principalmente do mercado de trabalho. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram 32 mil na última semana para 300 mil, uma mínima em quase sete anos, contra expectativas de 320 mil. Ao mesmo tempo, os preços de importação aumentaram 0,6% de março, em comparação com as previsões de uma alta de 0,2%.

A movimentação nos índices futuros hoje também ocorreu após um amplo rali na sessão anterior, liderado por ganhos no setor de tecnologia, que até então haviam sido atingido duramente por uma realização de lucros. A ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve alimentou ontem os ganhos das ações, ao indicar que os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) não estão com pressa para iniciar o aperto da política. "O que vimos na quarta-feira foi uma grande quantidade de trabalho de reparação em relação ao sentimento", acrescentou Sarhan.

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