Elekeiroz nega existência de negociação para venda da empresa

O diretor-geral da Elekeiroz, braço químico da Itaúsa, Reinaldo Rubbi, afirmou hoje à Agência Estado que não existe nenhuma negociação em andamento que possa resultar na venda da companhia, segundo rumores que circularam no mercado e influenciaram o comportamento das ações."Pode ser que haja alguma expectativa do mercado em relação a isso, mas não existe nenhuma informação oficial que seja de conhecimento da Elekeiroz sobre negociação de venda", afirmou o executivo. "Tanto é que estamos investindo normalmente", complementou. Embora a companhia já tenha fechado o programa de aportes para 2007, a cifra ainda não pode ser divulgada, de acordo com Rubbi.Os comentários em torno de uma possível operação de venda da Elekeiroz voltaram a ganhar força há duas semanas, quando as ações ordinárias da empresa dispararam na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Para se ter uma idéia, esses papéis atingiram alta de 93,82% somente no último pregão do ano passado (dia 28), acumulando ganho de 475,21% em 2006. Por volta do meio-dia, os papéis ON da empresa operavam em queda de 11,74%, para R$ 6,09, após 28 negócios.As ações preferenciais da companhia também vêm registrando movimento mais forte desde meados de dezembro. Também em torno do meio-dia, esses papéis subiam 5,06% (R$ 1,66) e chegaram a avançar mais de 12% após o início dos negócios na bolsa paulista. Em um mês, a ação registra ganho de quase 80%.De acordo com Rubbi, uma das possíveis explicações para essa correção de preços é a absorção, por parte do mercado, da melhora do desempenho da companhia a partir do terceiro trimestre. "No início do ano passado, a ação estava valorizada, mas passou a cair com o desempenho fraco registrado no primeiro trimestre", lembrou. "Com a recuperação, os papéis voltaram a subir."Conforme Rubbi, a Elekeiroz também está acompanhando a movimentação com as ações e, até agora, não constatou nenhuma anormalidade. "Trata-se de um movimento natural do mercado", reiterou.

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