Elétricas suavizam queda do Ibovespa

Bolsa termina o pregão com baixa de 0,91%, aos 45.443,83 pontos, no menor patamar desde 8 de julho

Claudia Violante. da Agência Estado,

13 de março de 2014 | 17h38

Depois de abrir em alta, seguindo o exterior, a Bovespa também acompanhou na virada para baixo das Bolsas de Nova York, à tarde. Os investidores se deixaram levar pela aversão ao risco, em meio a preocupações com a desaceleração da economia chinesa e a crise na Crimeia. Domingo, 16, a região passa por um referendo para decidir se vai se anexar à Rússia, abandonando de vez a Ucrânia. Aqui, as elétricas subiram em bloco e suavizaram a queda da Bolsa.

O Ibovespa terminou o pregão com baixa de 0,91%, aos 45.443,83 pontos, no menor patamar desde os 45.075,50 pontos de 8 de julho passado. Na mínima, registrou 45.250 pontos (-1,33%) e, na máxima, os 46.176 pontos (+0,69%). No mês, acumula perda de 3,50% e, no ano, recuo de 11,77%. O giro financeiro totalizou R$ 5,741 bilhões.

CPFL ON subiu 4,45% e foi a segunda maior alta do índice Bovespa, atrás de Dasa ON (+11,07%). Light ON, na terceira posição, avançou 4,34%, seguida por Tractebel ON (+3,44%), Cemig ON (+3,31%), Energias do Brasil ON (+3,17%) e Eletropaulo PN (+3,12%).

As ações foram impulsionadas pela expectativa de que o governo autorizasse um reajuste das tarifas de energia. O ministro Guido Mantega dá entrevista daqui a pouco para falar sobre o resultado do encontro com representantes das empresas. A falta de chuvas ameaça o País com racionamento, além de aumento de tarifas por causa da compra de energia mais cara.

No mais, a Bovespa acompanhou de perto a queda das bolsas internacionais e o estrangeiro atuou com firmeza na ponta vendedora. A aversão ao risco no mercado internacional acabou abandonando os bons dados sobre a economia norte-americana, divulgados pela manhã. As bolsas fecharam em queda na Europa e o mesmo aconteceu nos Estados Unidos, onde o Dow Jones encerrou em baixa de 1,41%, aos 16.108,89 pontos, o S&P caiu 1,17%, aos 1.846,34 pontos, e o Nasdaq registrou perdas de 1,46%, aos 4.260,42 pontos.

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