Eletrobrás quer registro para negociar ação nos EUA

A Eletrobrás planeja entregar ainda este ano toda a documentação exigida pela Securities and Exchange Commission (SEC), equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) brasileira, para passar a negociar seus ADRs como nível 2 na Bolsa de Nova York. "A Eletrobrás é uma empresa complexa e, por isso, às vezes faltam alguns detalhes que não contamos, mas acreditamos que até dezembro conseguiremos dar entrada no pedido", disse o diretor de Finanças e Relações com Investidores do grupo, José Drumond Saraiva. Atualmente, a empresa estatal de energia possui ações negociadas nas bolsas de Nova York e Madrid, mas tem intenção de iniciar a negociação dos papéis também nas bolsas de Londres e Frankfurt. "Estamos iniciando as prospecções, mas ainda não há nada concreto neste sentido", explicou Saraiva, após participar da cerimônia que marcou a entrada da empresa no nível 1 de governança corporativa da Bovespa. O próximo passo, segundo o diretor da empresa, é passar para o nível 2 da Bovespa, mas ainda sem data marcada. O Novo Mercado ainda não está na pauta. "Ainda não estamos discutindo nossa entrada no Novo Mercado porque é um pouco mais delicado", afirmou Saraiva. A dificuldade seria em razão da necessidade de todas as ações negociadas serem ordinárias. "Temos 20% de acionistas preferencialistas e a migração deve ser estudada com cuidado", explica. Já a adaptação da empresa às regras do nível 1 será bastante tranqüila, segundo Saraiva. "Temos um free float (pulverização de ações) de quase 35%, portanto, acima do exigido e já buscamos o grau de transparência da governança corporativa", afirma. O free float para empresas do nível 1 não pode ser inferior a 25%.

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