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Em 5 carteiras, Petrobrás tem a maior alta entre as indicadas

Ação preferencial da Petrobrás teve alta de 14,23% na semana

Karin Sato, O Estado de S.Paulo

12 Maio 2018 | 04h00

A ação preferencial da Petrobrás, presente em cinco carteiras na semana passada - Coinvalores, Guide, Terra, Santander e XP - teve a maior alta entre os papéis indicados pelos analistas participantes da coluna, de 14,23%. Em segundo lugar, ficou Magazine Luiza, que estava no portfólio da Coinvalores, com valorização de 11,21%, e, em terceiro, Trisul, outro ativo recomendado pela Coinvalores, com aumento de 10,44%. 

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A Petrobras refletiu o avanço dos preços do petróleo na semana, a divulgação do balanço do primeiro trimestre, que agradou a agentes do mercado, o anúncio da distribuição de dividendos trimestrais - fato de denotou a confiança da diretoria da petroleira nos resultados do ano - e declarações de executivos sobre um desfecho próximo das negociações com o governo relativas à cessão onerosa. Alguns analistas calculam que a empresa pode receber um montante até superior a US$ 10 bilhões. O pagamento, contudo, tende a ser no formato de barris de petróleo, opinam.

A gestão atual da Petrobras tem sido elogiada por analistas. A companhia se mostra focada na redução do endividamento, por meio da venda de ativos, da disciplina nos investimentos e de uma política de preços balizada nos custos internacionais do petróleo. O fato, porém, é que as ações da petroleira não teriam avançado tanto se não fosse o preço da commodity. E se por um lado o desenrolar desta semana foi positivo para produtoras de petróleo, por outro é negativo para companhias muito expostas ao custo dos combustíveis em suas atividades, caso das aéreas. 

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A dúvida no mercado agora é: até onde vai o petróleo? O time do Santander, um dos que tinha Petrobras na carteira, tem uma visão construtiva para a commodity. A expectativa é de que se mantenha em patamares elevados, enquanto o impasse entre os Estados Unidos e o Irã perdurar. 

“Além disso, a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) não dá sinais de que reverterá abruptamente a política de contenção da produção de petróleo, o que tende a garantir suporte à commodity até o fim de 2018”, explica Ricardo Peretti, do Santander.

Analistas da Coinvalores, outra corretora com Petrobras no portfólio, concordam - a expectativa é de que o petróleo se mantenha em nível elevado nos próximos meses, sobretudo por causa da reaplicação das sanções dos Estados Unidos sobre o Irã e pelo contínuo corte de produção da Opep. Outro fator citado é a percepção de que a produção da Venezuela tende a ser afetada pela crítica situação econômica do país. 

“É preciso ficar atento em como o preço mais elevado da commodity afeta cada empresa ou setor, pois combustível é um componente relevante na matriz de custo de diversas áreas, como na das companhias aéreas, por exemplo”, diz Sandra Peres, analista da Coinvalores.

Vitor Suzaki, analista da Lerosa, avalia que o preço do petróleo pode não sofrer grandes alterações nos próximos meses, até em função do patamar atual, que já viabiliza e rentabiliza a exploração nos Estados Unidos. 

Quanto às mudanças nas carteiras, CCR teve duas indicações, da Magliano e da Planner. O aumento do tráfego nas rodovias que administra e menores custos da dívida, diante da queda dos juros, permitiram que a empresa divulgasse bons resultados, opinou o analista Carlos Soares, da Magliano. 

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