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Em alta, dólar já é negociado a R$ 3,64 em casas de câmbio

Valor é referente ao cartão pré-pago, já com o IOF incluso; em espécie, moeda americana pode ser encontrada a R$ 3,41

Ian Chicharo Gastim, O Estado de S. Paulo

13 de março de 2015 | 18h39

Após o dólar comercial bater o maior patamar desde 2003, fechando em R$ 3,26, o dólar turismo era negociado, nesta sexta-feira, a R$ 3,64. Esse foi o valor da moeda americana, no cartão pré-pago e já com o IOF de 6,38% incluso, na corretora Confidence Câmbio. Em espécie, a cotação ficou em R$3,46.

Já na corretora Ourominas, a moeda americana na cotação turismo estava sendo negociada a R$ 3,41, em espécie, e a R$ 3,61, no cartão pré-pago – ambos os valores já tem o IOF incluso.

Diretor de operações de câmbio da Ourominas, Mauriciano Cavalcante afirmou que a procura pelo dólar na corretora teve queda de cerca de 50%, após a alta da moeda americana.


"Quem está comprando é quem já tem uma viagem marcada", afirma. "Mas a pessoa que está deixando para comprar em cima da hora pode ter surpresas", alerta Cavalcante, que espera que o movimento de alta da moeda continue nas próximas semanas. "A tendência é de que o dólar venha a subir mais, com a permanência da crise política e econômica e a perspectiva de melhora da economia dos EUA", completa.

Cenário. O movimento de alta da moeda americana ganhou impulso nesta sexta-feira com o embate que teria ocorrido, na quarta-feira, entre o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMBD-AL). Levy teria insistido na manutenção do veto à prorrogação, até 2042, dos subsídios à energia elétrica para grandes empresas do Nordeste, e ameaçado até pedir demissão caso fosse derrotado.

Além disso, as especulações envolvendo o escândalo de corrupção na Petrobrás também contribuíram para a alta do dólar, visto que a petroleira poderia adiar por mais seis meses o balanço auditado de 2014. A companhia, porém, negou a informação. 

O avanço da moeda americana também foi ajudado, no exterior, pela demanda de investidores antes da reunião do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) na semana que vem, na qual se poderá decidir sobre o aumento da taxa básica de juros dos Estados Unidos.

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