Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas
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Em baixa pelo 4º dia, dólar fecha no menor nível desde setembro

Cotada a R$ 3,72, moeda voltou ao nível de antes de o Brasil perder o grau de investimento pela S&P; também na Bolsa, que fechou em alta pelo quarto pregão seguido, negócios foram influenciados pela manutenção dos vetos presidenciais

Cláudia Violante, Fabrício de Castro, O Estado de S. Paulo

19 de novembro de 2015 | 18h28

Pelo quarto pregão seguido, o dólar terminou em baixa e a Bolsa encerrou o dia em alta nesta quinta-feira, 19. Os negócios foram influenciados, entre outras coisas, pela manutenção, no Congresso, dos vetos da presidente Dilma Rousseff. Nas mesas, foram citados ainda os leilões de linha do Banco Central e o recuo da moeda americana também no exterior. 

O dólar recuou 1,28%, a R$ 3,7291, menor nível desde 1º de setembro (R$ 3,6910), antes da perda do grau de investimento pela agência Standard and Poor's. Na mínima, marcou R$ 3,7192 e, na máxima, R$ 3,7599. Nestes quatro dias de queda, cedeu 2,88%. No mês, acumula recuo de 3,38% e, no ano, alta de 40,24%. 

O BC realizou mais dois leilões de venda de dólares conjugados com leilões de recompra de moeda estrangeira no mercado interbancário de câmbio, com oferta de até US$ 500 milhões nas duas operações. 

Bolsa. A Bovespa terminou em alta pela quarta sessão consecutiva, período no qual acumulou elevação de 3,49%. O índice Bovespa registrou o maior nível desde o início de outubro, influenciado também pela leitura da ata do Comitê de Política Monetária do Federal Reserva (Fed, o Banco Central americano), que fez com que analistas reforçassem a aposta sobre a elevação gradual dos juros nos Estados Unidos a partir de dezembro. O setor financeiro teve alta firme e ajudou a sustentar os ganhos acima de 1%. 

O Ibovespa terminou o dia com valorização de 1,48%, aos 48.138,88 pontos, maior patamar desde 9 de outubro (49.338,41 pontos). No mês, a bolsa sobe 4,95% e, no ano, cede 3,74%. O giro financeiro totalizou R$ 6,259 bilhões. 

As bolsas norte-americanas, hoje, deram pouca contribuição para a Bovespa, ao operarem ao redor da estabilidade. Uma melhora desses índices do meio para o final da sessão doméstica, no entanto, fez o Ibovespa renovar máximas. 

Entre as empresas com ações mais negociadas, a Vale registrou ganhos depois de dias ruins. Os papéis com direito a voto em assembleia (ON) terminaram o dia em alta de 0,34%; os com preferência por dividendos (PNA) subiram 1,51%. Petrobrás oscilou ao sabor do petróleo, mas deu uma melhorada na reta final da sessão. A ON caiu 0,11% e a PN subiu 0,26%.

O setor financeiro, o que detém a maior fatia na composição do Ibovespa, teve ganhos firmes. BB ON avançou 5,58%, a terceira maior alta do índice, Bradesco PN, 3,17%, Itaú Unibanco PN, 2,73%, Santader unit (combo de ações), 4,88%.

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