Em dia de agenda fraca, Petrobrás devolve ganhos e Bovespa recua

Ibovespa recua diante da falta de uma agenda de indicadores mais animadora; ações da Petrobrás sofrem ajuste, após alta de 4% na segunda-feira

Agência Estado

12 de agosto de 2014 | 10h48

Num dia de agenda morna, a Bovespa cumpriu um pregão técnico e passou por ajustes à alta da véspera, acompanhando de perto as bolsas internacionais. Vale foi uma das exceções entre as blue chips, ao fechar com pequenos ganhos, mas Petrobrás devolveu um pouco os ganhos firmes da véspera. Bancos e siderúrgicas também recuaram e puxaram o Ibovespa para baixo.

O Ibovespa terminou a sessão em baixa de 0,30%, aos 56.442,34 pontos. Na mínima, registrou 56.312 pontos (-0,53%) e, na máxima, 56.811 pontos (+0,35%). No mês, acumula ganho de 1,10% e, no ano, de 9,58%. O giro financeiro totalizou R$ 4,834 bilhões. 

A Bolsa seguiu o exterior bem de perto e, na Europa, os mercados acionários recuaram influenciados pelo dado fraco do índice alemão Zew. O indicador de expectativas econômicas despencou de 27,1 em julho para 8,6 em agosto, ante previsão de iria a 18. Uma das razões para o tombo foram as preocupações geopolíticas, que hoje amenizaram. 

Nos EUA, o Dow Jones terminou em baixa de 0,06%, aos 16.560,54 pontos, o S&P caiu 0,16%, aos 1.933,75 pontos, e o Nasdaq recuou 0,27%, aos 4.389,25 pontos. Foram divulgados hoje a pesquisa de emprego Jolts, que mostrou a oferta de 4,671 milhões de empregos abertas em 30 de junho, de 4,577 milhões no final de maio, e o índice de sentimento das pequenas empresas, que ficou em 95,7 em julho, de 95 em junho. 

Petrobrás PN fechou em baixa de 2,33% e a ON, de 1,65%, influenciadas por vendas de estrangeiros. 

Siderúrgicas, por outro lado, recuaram. Gerdau PN, 1,22%, Metalúrgica Gerdau PN, 0,63%, Usiminas PNA, 0,36%, e CSN ON, 3,35%. Vale, por outro lado, subiu 0,53% na ON e 0,28% na PNA. 

BB Seguridade ON teve valorização de 1,70%, influenciada pelo forte resultado no segundo trimestre deste ano. A empresa anunciou lucro líquido tanto no conceito contábil como no ajustado de R$ 845,4 milhões, 53,6% maior em relação ao mesmo intervalo de 2013, de R$ 550 milhões. 

CCR ON avançou 3,30% e liderou as altas do Ibovespa depois que suas controladas ViaOeste e SPVias obtiveram liminares que reconhecem o direito à aplicação do índice previsto no contrato de concessão às tarifas de pedágio, a vigorar a partir de 0h da próxima quarta-feira (13). O reajuste concedido pela Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) desde 1º de julho foi de 6,14% para a ViaOeste e de 5,26% para a SPVias.

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