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Em dia volátil, dólar fecha a R$ 3,86 após Fed manter o juro nos EUA

As atenções se dividiram entre os desdobramentos da crise política interna e a reunião do Federal Reserve, que decidiu adiar mais uma vez o aumento dos juros

Paula Dias, O Estado de S. Paulo

17 Setembro 2015 | 10h58

(Atualização às 17h47)

SÃO PAULO - A quinta-feira foi de volatilidade no mercado de câmbio, que voltou a fechar em alta após uma breve trégua na véspera. As atenções se dividiram entre os desdobramentos da crise política interna e a reunião do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, que decidiu adiar mais uma vez o aumento dos juros na maior economia do mundo. O dólar à vista terminou o dia em alta de 0,76%, cotado a R$ 3,862. 

Pela manhã, quando o conturbado cenário doméstico mais pesou, a cotação do dólar no mercado à vista chegou à máxima de R$ 3,906 (+1,90%), patamar superior aos R$ 3,905 registrados após a perda do grau de investimento pela Standard & Poor's. Nesse momento, uma das principais fontes de estresse eram os comentários de que a presidente Dilma Rousseff estaria sendo pressionada pelo ex-presidente Lula a alterar a atual política monetária, por meio de um afrouxamento do ajuste fiscal e redução de taxa de juros. A possibilidade foi desmentida pela assessoria do Instituto Lula, o que reduziu a pressão sobre os mercados. 

À tarde, quando as atenções se voltaram mais à decisão de política monetária dos Estados Unidos, a cotação do dólar à vista passou a perder forças e foi à mínima de R$ 3,8340 (+0,03%) às 15h48. 

O Fed manteve a taxa básica de juros no atual patamar, de 0% a 0,25% e não deu sinalização clara sobre quando começará a ajustar a taxa para cima. A análise das estimativas do Fed para alguns indicadores e do discurso da presidente da instituição, Janet Yellen, no entanto, levou os investidores à percepção de que ficaram reduzidas as chances de alta de juros nos próximos meses. Com isso, ganhou força o movimento de venda de dólares em todo o mundo. 

Em meio à movimentação dos investidores após o anúncio do Fed, operadores perceberam um forte componente especulativo no mercado, o que trouxe a volatilidade de volta ao câmbio e levou o dólar a acelerar novamente ante o real. 

Bolsa. O noticiário político brasileiro afetou os preços no mercado acionário durante a manhã e, à tarde, o Fed foi o guia. O Ibovespa terminou o pregão estável, aos 48.551,07. Na mínima, marcou 48.082 pontos (-0,97%) e, na máxima, 49.396 pontos (+1,74%). No mês, acumula ganho de 4,13% e, no ano, perda de 2,91%. O giro financeiro totalizou R$ 7,426 bilhões. 

Petrobrás ON caiu 2,11% e a PN, 3,44%. Vale, por outro lado, subiu 2,36% na ON e 3,24% na PNA, favorecida pelo avanço do minério de ferro no mercado internacional e pela valorização do dólar. O mercado também aguarda a decisão da Vale sobre o pagamento de dividendos neste ano.

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