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Em dia de forte alta, dólar sobe 2,25% e volta ao patamar de R$ 3

Moeda americana também operou em alta no exterior, após o corte na taxa básica de juros da China; Ibovespa fechou praticamente estável, em alta de 0,08%

Denise Abarca, O Estado de S. Paulo

11 Maio 2015 | 10h06

(Texto atualizado às 17h05)

O dólar começou a semana devolvendo boa parte da queda de 3,40% apurada nas quatro últimas sessões, ao subir 2,25% no mercado à vista de balcão. O avanço esteve inserido no contexto global de alta da moeda ante as demais divisas, por sua vez, pautada pelas preocupações com a situação da Grécia e com o desempenho da economia chinesa. No Brasil, a pressão foi acentuada pelo depoimento do doleiro Alberto Yousseff na CPI da Petrobrás. 

O dólar comercial subiu 2,25%, para R$ 3,049, entre a mínima de R$ 2,983 (+0,03%, na abertura) e a máxima de R$ 3,0560 (+2,48%, à tarde). O volume perto do fechamento estava em US$ 833 milhões. 

A moeda norte-americana já abriu em alta ante o real, refletindo a decisão do banco central da China de reduzir suas taxas de empréstimos e depósitos. Na avaliação dos investidores, a medida amplia as preocupações quanto à real situação da economia do país, que está em desaceleração. 

Ao longo do dia, os investidores também acompanharam a reunião do Eurogrupo para discutir a situação da Grécia, na véspera do vencimento de uma parcela de € 750 milhões da dívida do país com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo fontes, a Grécia pagou ao FMI a parcela da dívida que venceria nesta terça-feira. Quanto ao encontro, segundo comunicado, os ministros afirmaram que, após Atenas e seus credores chegarem a um acordo no nível técnico, o grupo decidirá sobre possíveis novos desembolsos de fundos, no âmbito dos acordos já em vigor.

No front local, ajudaram a impulsionar o dólar as declarações de Yousseff na CPI. Segundo ele, havia anuência do Palácio do Planalto com o esquema de corrupção que ele operava para o PP dentro da Petrobras. O doleiro disse ainda que, em sua opinião, o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff também sabiam do esquema. Mas ele afirmou que não teria como confirmar a informação. 

No Brasil, a agenda trouxe poucos indicadores. Na parte da manhã, o Relatório Focus elevou, pela quarta semana seguida, a projeção para a inflação em 2015: de 8,26% para 8,29%. Uma parte dos analistas já prevê um IPCA na casa dos 9% esse ano. Já a estimativa do PIB piorou e agora o mercado projeta um recuo de 1,20% em 2015. 

Bolsa. No mercado de ações, a Bovespa fechou praticamente estável, em leve alta de 0,08%, aos 57.197 pontos. Um dos destaques é a Vale, que tem forte alta desde a abertura com as notícias vindas da China. Vale ON subia 2,33% e PNA tinha alta de 2,92%. Já os papéis da Petrobrás oscilam neste início de semana. No mesmo horário, Petrobrás ON tinha leve alta de 1,48%, enquanto a PN subia 2,92%.

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