Em dia de indefinição, juro fecha em leve alta na BM&F

O mercado futuro de juros brasileiro teve uma sexta-feira de indefinição, influenciado pelo cenário externo. As principais taxas na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fecharam em leve alta. O depósito interfinanceiro (DI) mais negociado foi o janeiro de 2019, com 130 mil contratos e taxa de 11,85% ao ano, ante 11,82% de ontem. Em seguida ficou o DI com vencimento para janeiro de 2009, com 125 mil contratos. Este DI também terminou projetando taxa de 11,85% ano (de 11,82% do dia anterior). Hoje a lista de indicadores divulgados nos Estados Unidos foi extensa e relevante, mas não foi capaz de reduzir as incertezas que mantêm os mercados vulneráveis. Os dados apresentados trouxeram sinais conflitantes, provocando oscilação e nenhuma indicação do que está por vir. Agora, dizem operadores, os investidores voltam a operar na defensiva, aguardando os eventos da próxima semana. O dado mais aguardado do dia, o índice de preços ao consumidor norte-americano (CPI), mostrou alta de 0,4%, ante previsões de 0,3%. Mas o núcleo (que exclui os preços de energia e alimentos) do indicador veio em linha com as expectativas, que eram de alta de 0,2%. Entretanto, nos últimos 12 meses, esse núcleo acumula alta de 2,7%, deixando a inflação, segundo o economista banco Dresdner Kleinwort, Kevin Logan, acima da "zona de conforto" das autoridades monetárias. Já os números sobre a produção industrial norte-americana cresceram 1% em fevereiro, superando a projeção de elevação de 0,3%. O resultado representou o maior ganho de produtividade desde novembro de 2005. Como resultado da expansão de 1% em fevereiro, a taxa de ocupação da capacidade instalada ficou em 82% em fevereiro, acima da taxa esperada de 81,3%. Segundo analistas, permanecem as dúvidas e incertezas sobre o rumo da política monetária nos EUA no médio prazo. Para a próxima reunião, na semana que vem, estão mantidas as apostas de juro inalterado no país.

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