Em dia de PIB, dólar cai abaixo de R$ 2,33

Moeda fecha no menor nível ante o real desde o início de dezembro de 2013, pressionada também pela entrada de recursos no mercado e pelas declarações da presidente do Fed 

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

27 de fevereiro de 2014 | 16h57

O dólar fechou no menor nível ante o real desde o início de dezembro do ano passado, pressionado pela entrada de recursos no mercado ao longo do dia, pelo resultado do Produto Interno Bruto (PIB) e por declarações da presidente do Federal Reserve (Fed), Janet Yellen, no Senado dos EUA. No mercado de juros, os contratos terminaram em queda, reagindo a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir o ritmo de alta da Selic, para 0,25 ponto porcentual. A queda dos DIs foi limitada, contudo, pelo PIB acima do esperado.

Segundo operadores, a pressão de investidores vendidos para puxar a moeda para baixo antes da formação da Ptax, amanhã, também ajudou a acentuar o declínio do dólar. No fechamento, o dólar à vista no mercado de balcão recuou 1,36%, cotado a R$ 2,3220 - menor nível desde 17 de dezembro de 2013. O giro financeiro estava em torno de US$ 1,408 bilhão até 16h30. O dólar para março recuava um pouco menos no horário acima, cotado a R$ 2,3230 (-1,19%), com movimento de US$ 21,63 bilhões.

Após registrar forte volatilidade durante a manhã, o dólar se firmou em queda à tarde e acelerou as perdas, à medida que a presidente do Fed, Janet Yellen, participava de audiência no Comitê Bancário do Senado. Ela disse que se houver uma mudança significativa nas perspectivas, o Fed poderá reavaliar os próximos passos. No entanto, Yellen reiterou que espera que o banco continue reduzindo as compras de bônus de forma comedida. O dólar bateu mínimas no exterior e ante o real com as declarações.

Os números do PIB no último trimestre do ano passado figuraram entre os fatores de pressão de baixa sobre o dólar hoje. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira cresceu 2,3% em 2013 ante 2012, no teto do intervalo das estimativas. No quarto trimestre do ano passado, o PIB cresceu 0,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior, resultado que ficou acima das estimativas dos analistas.

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