CLAYTON DE SOUZA/AE
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Em dia de poucos negócios, dólar fecha em alta de 0,32%

Moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 2,84

Fabrício de Castro, O Estado de S. Paulo

18 Fevereiro 2015 | 16h51

Numa sessão iniciada apenas às 13 horas, em função da Quarta-Feira de Cinzas, o viés positivo para o dólar vindo do exterior definiu hoje o avanço da moeda americana ante o real. A expectativa antes da divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), marcada para as 17 horas, conduziu os negócios, em meio à baixa liquidez no Brasil.

O dólar à vista negociado no balcão subiu 0,32%, aos R$ 2,84, no sétimo avanço dos últimos dez dias úteis. Já o dólar para março tinha ganho de 0,28%, aos R$ 2,85.

"O volume foi baixo. Sempre tem empresas que precisam de reais e que, por isso, vendem alguma coisa. Mas os negócios foram devagar, com o mercado aguardando a ata do Fed", comentou João Paulo de Gracia Corrêa, gerente de câmbio da Correparti Corretora.

No exterior, a tendência predominante para o dólar também era de alta, com investidores preferindo aguardar o documento do Fed posicionados no dólar. Tudo porque, em função de declarações mais recentes de diretores do banco central americano, existe a percepção de que a alta de juros nos EUA pode começar em meados de 2015 - e não em 2016, como parte do mercado cogitava. Ontem, o presidente da unidade de Filadélfia do Fed, Charles Plosser, afirmou que vê a taxa dos Fed Funds elevada para 1,0% a 1,5% até o fim do ano. Atualmente, ela está na faixa de zero a 0,25%. Plosser, no entanto, não tem direito a voto nas decisões deste ano.

Internamente, destaque para declarações feitas pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, durante evento em Washington. Fontes ouvidas pelo Broadcast disseram que o ministro ressaltou que o Banco Central não tem nenhum objetivo com uma cotação específica do câmbio, pois atua basicamente para reduzir movimentos de volatilidade excessiva. A declaração vai ao encontro de comentários feitos pelo próprio Levy em 30 de janeiro, quando afirmou não ter a intenção de manter o câmbio "artificialmente valorizado".

Mas foi o viés externo que sustentou os ganhos do dólar no Brasil, com a moeda oscilando em margens bastante estreitas. Na cotação mínima, vista às 13h30, atingiu R$ 2,83 (alta de 0,11%) e, na máxima, às 13h10 e às 15h03, marcou R$ 2,84 (alta de 0,46%).

Com o mercado esvaziado, o giro à vista era de apenas US$ 205,9 milhões perto das 16h30. O Banco Central não fez operações de leilão de swap hoje (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro.

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