Em dia volátil, Europa fecha em alta

CAC-40 subiu 2,32%, aos 3.408,59 pontos; o FTSE-100, avançou 1,97%, aos 5.038,08 pontos; e o Dax teve alta de 1,55%, aos 5.758,02 pontos

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

26 de maio de 2010 | 14h30

As bolsas de valores europeias recuperaram-se das quedas acentuadas da terça-feira e hoje fecharam em alta ajudadas pela caça às pechinchas nos setores bancário e de mineração.

Apesar disso, os participantes do mercado ainda não se esqueceram das incertezas quanto à dívida soberana de alguns países da zona do euro, avalia Joshua Raymond, da City Index. "É provável que as incertezas com relação às dívidas soberanas provoquem questionamentos sobre a sustentabilidade dos ganhos de hoje e será interessante observar se os investidores estão querendo ter ganhos no início", analisou.

Depois de cair 2,48% na sessão de ontem, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou hoje em alta de 2,43%, a 237,74 pontos, numa sessão de volatilidade alimentada por temores de que a crise da dívida na periferia da zona do euro venha a afetar o crescimento econômico e a desencadear uma reprise da crise financeira de 2008.

As ações dos bancos tiveram forte queda na terça-feira, mas recuperaram algum terreno hoje. Os papéis do suíço UBS subiram 1,20%, os do francês Credit Agricole avançaram 2,74% e os do italiano UniCredit valorizaram-se 1,88%.

"Nós às vezes vemos uma recuperação decente depois de fortes vendas, quando os fluxos de redução de risco diminuem e compradores deixados de lado entram no mercado, mas não está claro se já chegamos a isso", avaliaram analistas do Danske Bank.

Os papéis das mineradoras e das petrolíferas beneficiaram-se de uma recuperação dos preços dos contratos futuros de metais e de petróleo, com os investidores mostrando-se menos ariscos a ativos de risco mais elevado. As ações da BHP Billiton subiram 5,33%; as Xstrata avançaram 5,74% e as da Rio Tinto tiveram alta de 7,30%.

No setor do petróleo, os papéis da Repsol subiram 1,64% e as ações da Total avançaram 1,46%. Os papéis da British Petroleum fecharam com ganho de 1,40%, revertendo perdas iniciais em um momento em que a companhia prepara-se para uma manobra com o objetivo de conter um extenso vazamento de petróleo no Golfo do México.

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) deu motivo para que investidores antes nervosos ficassem mais otimistas ao informar que o crescimento das economias mais desenvolvidas do mundo está se recuperando numa velocidade mais alta que a esperada, até mesmo na Europa. A OCDE advertiu, no entanto, que a crise da dívida representa risco a esta recuperação.

Já as ações da Portugal Telecom subiram 6,00% depois de o diretor financeiro da gigante espanhola Telefónica ter afirmado, em entrevista do Financial Times, que a empresa poderia fazer uma oferta hostil pela PT caso esta continue se recusando a vender sua fatia na brasileira Vivo. Os papéis da Telefónica caíram 0,17%.

Em Lisboa, o índice PSI-20 subiu 211,79 pontos, ou 3,19%, fechando em 6.844,11 pontos; na bolsa de Madri, o índice Ibex-35 avançou 38,20 pontos, ou 0,42%, encerrando em 9.042,60 pontos.

Enquanto isso, a Itália entrou, na terça-feira, para o grupo de países europeus que adotaram medidas de austeridade fiscal para tentar diminuir seu endividamento. Hoje, o índice FTSE MIB, da bolsa de valores de Milão subiu 395,70 pontos, ou 2,15%, fechando em 18.778,41 pontos.

Entre os principais índices de ações da Europa, o CAC-40, da bolsa de Paris, subiu 77,30 pontos, ou 2,32%, encerrando a sessão em 3.408,59 pontos; em Londres, o FTSE-100, avançou 97,40 pontos, ou 1,97%, terminando o pregão em 5.038,08 pontos; o índice Dax, da bolsa de Frankfurt, teve alta de 87,98 pontos, ou 1,55%, fechando em 5.758,02 pontos. As informações são da Dow Jones.

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