Rafael Matsunaga/Wikimedia Commons
Rafael Matsunaga/Wikimedia Commons

Bovespa sobe pelo 4º dia com impulso de Petrobrás e setor elétrico

Embalada pela entrada de investidores estrangeiros, a Bolsa terminou o dia em alta de 1,5%; em dia de poucos negócios, dólar subiu para R$ 3,30

Paula Dias, Silvana Rocha e Lucas Hirata, O Estado de S.Paulo

11 Julho 2016 | 11h37

A Bovespa teve hoje sua quarta alta consecutiva. Embalada pelo apetite do investidor estrangeiro por ativos de risco, a Bovespa já abriu em alta e terminou o dia com ganho de 1,54%, aos 53.960,11 pontos. Na máxima do dia, chegou a 54.021 pontos (+1,66%). O volume de negócios totalizou R$ 6,19 bilhões.  

Em dia de baixo volume de operações, o dólar fechou em alta, pouco acima dos R$ 3,30, sustentado por expectativas de novos leilões de swap cambial reverso do Banco Central. O movimento ficou em linha com o desempenho positivo da moeda norte-americana lá fora, paralelamente à ampliação da queda do petróleo, diante de discussões sobre excesso de produção da commodity no mundo.

Foram poucas as novidades do dia, mas o mercado continuou a repercutir positivamente os números do mercado de trabalho nos Estados Unidos, divulgado na última sexta-feira. Além disso, as bolsas asiáticas deram sua contribuição com um rali de altas, justificado pela expectativa de novos incentivos fiscais no Japão, depois da vitória da coalizão governista na eleição parlamentar. Por fim, também foi bem recebida a definição de Theresa May como sucessora do premiê do Reino Unido, David Cameron.

As altas da Bovespa foram puxadas em grande medida por ações de empresas estatais, tendo como destaque os papéis da Petrobrás e de empresas do setor elétrico - de controle governamental ou não. Segundo operadores, no caso das elétricas, as ordens de compra foram estimuladas pela expectativa de privatizações ou de fusões e aquisições. Nesse grupo, destaque para Cemig PN, estatal mineira que teve a maior alta do Ibovespa (+9,76%), além de Eletrobras PNB (+8,43%), Eletropaulo PN (+8,10%) e Copel PNB (+6,57%).

Uma série de fatores beneficiou as ações da Petrobrás, que subiram expressivamente, mesmo diante da instabilidade dos preços do petróleo. Entre os motivos para alta estiveram o anúncio do recorde de produção em junho e o avanço do projeto que retira a obrigação legal de a estatal liderar todos os investimentos no pré-sal. Com o cenário mais favorável para a companhia, os analistas do Itaú BBA elevaram a recomendação da Petrobras, o que também contribuiu para a puxada dos papéis, que fecharam em alta de 4,80% (ON) e 5,28% (PN). No acumulado do ano, as duas ações contabilizam ganhos de 50,41% e 54,63%, respectivamente. 

As ações da Vale também se sustentaram em forte alta durante o dia, apoiadas em uma leve alta do minério de ferro no mercado à vista chinês (+0,4%) e principalmente pelo avanço de seus pares no exterior. Ao final do pregão, Vale ON e PNA subiram 4,14% e 3,69%. Apesar da alta do dólar, ações de empresas com receita em moeda estrangeira voltaram a se destacar entre as quedas do dia. JBS ON (-2,33%), Embraer ON (-0,73%) e Marfrig ON (-0,71%) estiveram na lista das maiores perdas do Ibovespa.

Mais conteúdo sobre:
Nasdaq Ásia Banco Central Michel Temer Bolsa

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.