Em meio a indefinições, Bolsa opera em queda e dólar avança

Mercado reage a incertezas do governo Dilma e à ata do Copom, que indica tendência de alta dos juros para conter ritmo de elevação dos preços

Agência Estado, O Estado de S. Paulo

06 de novembro de 2014 | 10h56

A Bovespa opera em queda nesta quinta-feira, 6. Às 10h50, recuava 2,16%, abaixo dos 53 mil pontos. O movimento acontece mediante às dúvidas sobre os rumos a serem tomadas na política econômica do governo Dilma à indefinição sobre o aumento dos preços dos combustíveis. Enquanto isso, a cotação do dólar avançava 0,56% no horário, com a divisa americana vendida por R$ 2,527. 

O mercado deve refletir ainda neste pregão as informações trazidas pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom). No documento, foram reforçadas as expectativas de continuidade do aperto do juro básico iniciado no mês passado. Ficou dito que a intensificação de ajustes de preços relativos da economia tornou o balanço de riscos para a inflação menos favorável, o que incita uma postura "especialmente" vigilante por parte do Banco Central. Ou seja, existe tendência de alta dos preços. 

No exterior, as bolsas algum fôlego, com as atenções divididas entre novos dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos e os eventos de política monetária na Europa. 

Os índices futuros das bolsas de Nova York apontam para uma abertura em baixa, devolvendo parte dos ganhos da véspera, quando o Dow Jones e o S&P 500 fecharam em novo recorde no ano, e à espera da agenda econômica do dia. Ainda no horário acima, no mercado futuro, o S&P 500 caía 0,20% e o Dow Jones recuava 0,10%.

O Banco Central da Inglaterra (BoE) manteve a taxa básica de juros na mínima histórica de 0,5% e o programa de compra de ativos em 375 bilhões de libras, conforme esperado por analistas. Em reação, a Bolsa de Londres caía 0,12%. Logo mais, às 10h45, é a vez do Banco Central Europeu (BCE) decidir sobre a taxa de juros na zona do euro.

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